Senadora Tereza Cristina (PP-MS) em pronunciamento à bancada Carlos Moura/Agência Senado
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou nesta quinta-feira (5) que pretende discutir com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a disputa pela presidência do Senado durante uma eventual visita a ele, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. Questionada se abriria mão de sua candidatura caso Bolsonaro pedisse apoio a Rogério Marinho (PL-RN), a parlamentar evitou se comprometer e afirmou não saber se o ex-presidente faria esse pedido.
A declaração foi dada durante um jantar de gala promovido pela Câmara de Comércio França-Brasil, no hotel Rosewood, em São Paulo. Tereza foi homenageada com o Prêmio Personalidade do Ano 2026.
📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Questionada sobre o objetivo da visita, a senadora afirmou que já havia solicitado outras vezes a oportunidade de encontrar Bolsonaro e que pretende apresentar ao ex-presidente sua avaliação sobre a disputa pelo comando do Senado.
“Olha, eu sou amiga do presidente Bolsonaro, fui ministra dele. Eu já tinha pedido algumas vezes para visitá-lo e, agora, ele pedindo e acatando aquele meu pedido anterior, eu acho ótimo.
Mas vamos poder conversar, explicar para ele o que está acontecendo, enfim, a minha visão do que é hoje a nossa missão nessa eleição do Senado, a minha e de Rogério Marinho”, afirmou. Rogério Marinho, PL, e Tereza Cristina, Progressistas, anunciaram candidatura à presidência do Senado
Ao ser questionada se desistiria da candidatura caso Bolsonaro pedisse que a oposição se unificasse em torno de Marinho, Tereza evitou antecipar uma decisão. “Eu não sei se o presidente me pediria isso, mas é claro que eu e o Rogério Marinho temos conversado desde o início.
Ele tem dito isso, eu tenho repetido, mas parece que as pessoas não conseguem entender. Nós temos uma estratégia.
A estratégia do nosso campo é ganhar o Senado”, disse. A senadora também afirmou que não pretende enfrentar Marinho diretamente na eleição e que os dois deverão decidir, mais perto da votação, quem representará a oposição.
“Ele disse, no lançamento da candidatura dele: ‘Eu não enfrentarei a Tereza’. E eu vou dizer aqui: eu não enfrentarei o Rogério Marinho.
Um de nós dois, lá na frente, nós temos que sentar com maturidade, responsabilidade que nós temos pelas pautas em que acreditamos, para não deixar o Senado apequenado, para que a gente possa pensar mais no Brasil”, declarou. Disputa pela presidência do Senado
Tereza Cristina é um dos nomes que disputam a presidência do Senado para o próximo biênio, a partir de fevereiro de 2027. A senadora busca apoio para enfrentar o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que tenta a reeleição.
A disputa também envolve Rogério Marinho, que teve sua candidatura oficializada pelo PL nesta quarta-feira (4). Líder da oposição no Senado, Marinho tenta reunir o apoio dos partidos de direita para enfrentar Alcolumbre, que conta com o respaldo do governo Lula.
Tereza e Marinho discutem a possibilidade de unificar as candidaturas da oposição, mas ainda não chegaram a um acordo sobre quem abriria mão da disputa. A senadora do PP mantém articulações com parlamentares de diferentes partidos e afirma que a decisão será tomada mais perto da eleição.
A votação está marcada para 1º de fevereiro de 2027, quando os 81 senadores escolherão, por voto secreto, o presidente da Casa. Para vencer, um candidato precisa conquistar pelo menos 41 votos.
Pedido de visita a Bolsonaro Em meio às articulações, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que ele receba Tereza Cristina e Rogério Marinho em sua residência, onde cumpre prisão domiciliar.
O pedido foi apresentado em um momento em que os dois senadores disputam o apoio da direita para a eleição interna do Senado.
G1