Santiago Peña renunciou à Presidência do Paraguai em meio à crise financeira Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.
A senadora paraguaia Esperanza Martínez disse, nesta quinta-feira (5), que as autoridades precisam agir com rapidez para evitar que o presidente Santiago Peña deixe o país, “como Bolsonaro fez”. A fala da parlamentar foi feita em meio a uma crise no Paraguai, após o Banco Central decidir intervir no banco digital Ueno, suspendendo suas atividades e impedindo o acesso de milhões de pessoas às suas contas.
A situação desencadeou protestos e pedidos de impeachment do presidente Santiago Peña. Nesta quinta-feira, ele anunciou a renúncia ao cargo.
Para a senadora Martínez, não basta a renúncia. Ela defende que Peña deve enfrentar julgamento, ser investigado e ir preso.
“Quanto tempo isso vai levar? Santiago Peña vai permanecer no país? Serão adotadas medidas para impedir que ele deixe o território nacional? Seus documentos e passaportes serão bloqueados? Será impedido de sair do país, como Bolsonaro fez, deixando o Brasil poucas horas depois do fim das eleições? Temos essa garantia? Os deputados que, neste momento, vão suspender o julgamento político nos dão essa garantia?”, questionou, segundo o jornal ABC.
Sua declaração fez referência ao senador Flávio Bolsonaro, que deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos na última semana após perder as eleições presidenciais. A renúncia de Santiago Peña aconteceu em meio à crise bancária do Ueno Bank, um dos maiores bancos digitais do Paraguai.
São mais de 3 milhões de clientes com contas na instituição. O Banco Central do país pediu a intervenção do banco após identificar que o índice de solvência da instituição estava abaixo da metade do mínimo exigido por lei.
A decisão do BC, anunciada na terça-feira (3), provocou a suspensão das atividades e o bloqueio das contas. Diante disso, a população foi às ruas protestar pelo impeachment de Peña.
Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira, Peña anunciou sua renúncia, afirmando que a decisão foi tomada “pensando na estabilidade do nosso país, na paz social e na necessidade de preservar as nossas instituições democráticas”. Com a renúncia, o vice Pedro Alliana, de 52 anos, deve assumir a liderança do país.
Júlia Matos é estudante de Jornalismo na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Cobre temas como política, justiça e economia em âmbito nacional e internacional, aplicando conhecimentos que acumulada sobre democracia e políticas públicas.
Entusiasta dos direitos das mulheres, assinou uma reportagem sobre os desafios da participação feminina na política. Foi premiada no 15º Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão e no 3º Prêmio ACI Ocesc de Jornalismo, além de ter participado como speaker do TEDx Blumenau 2024.
Atuou na cobertura das Eleições Gerais de 2022, focada na produção de boletins informativos e acompanhamento do dia das votações pela Rádio Ponto UFSC. Leia mais ▾
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