Terceiro trimestre de 2026 tem o menor número de desempregados para o período desde 2012

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Fonte da notícia: G1 G1

Desemprego no terceiro trimestre bate recorde O IBGE divulgou nesta sexta-feira (30) que o terceiro trimestre de 2026 teve o menor número de desempregados para o período desde 2012.

Foco total no trabalho para erguer mais um prédio na Zona Portuária do Rio de Janeiro. Depois de dois anos desempregado, o ajudante de construção civil Edson Roberto agora bate ponto em uma obra:

“Antes eu pegava dinheiro pingado. Agora, o dinheiro já vem completo na minha mão, já fico mais tranquilo, dá para administrar o dinheiro certinho, para onde vai, qual dívida tenho que pagar, para onde ir ou investimento, guardar”, diz.

📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A construção foi a atividade que mais contribuiu para a queda do desemprego no país: 210 mil contratações.

A taxa de desemprego ficou em 5,2% no terceiro trimestre até setembro. É o menor índice para o período desde que o IBGE começou a fazer essa pesquisa, em 2012.

O número de brasileiros trabalhando também bateu recorde: são 103,6 milhões. Terceiro trimestre de 2026 tem o menor número de desempregados para o período desde 2012

Jornal Nacional/ Reprodução Mas os economistas explicam que está diminuindo o ritmo das contratações.

Fora a construção, as outras atividades pesquisadas não tiveram variação considerada significativa pelo IBGE. “Quando a gente compara os 103 milhões de pessoas hoje com o que tínhamos no passado, é um mercado de trabalho que está desacelerando um pouco, tendo em vista que a gente tem observado taxas de juros elevadas, a gente tem a diminuição do impulso fiscal e uma desaceleração da economia.

Então, isso tudo contribui para essa desaceleração do emprego”, afirma Paulo Peruchetti, pesquisador FGV Ibre. Entre julho e setembro de 2026, o rendimento médio do brasileiro ficou estável: R$ 3.790.

O país tem um desafio pela frente. Um em cada três trabalhadores ainda está na informalidade.

São quase 39 milhões de pessoas e a taxa se mantém praticamente estável ao longo do ano. O número de informais no país é próximo ao de contratados com carteira assinada no setor privado.

Já os empregados no setor público cresceram. Ainda tem os que desistiram de procurar emprego: são 2,5 milhões de pessoas.

Aumento de 7,5% em relação ao trimestre anterior. A auxiliar de cozinha Patrícia Gama quase desistiu.

Ficou mais de um ano buscando uma vaga. Nesta sexta-feira (30), comemorou o segundo dia no novo trabalho:

“Estou aprendendo de tudo, estou dando o meu melhor. Devagarzinho, eu vou chegar lá”.

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Publicação Original G1 g1.globo.com
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