Um mês após o incêndio que destruiu o interior do Teatro do Sesi, em Jardim da Penha, Vitória, o imóvel permanece completamente isolado e sem qualquer previsão de quando poderá reabrir as portas ao público. De acordo com a Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes), a área foi cercada de forma preventiva para assegurar a integridade de quem circula pelo entorno.
A etapa de recuperação sequer começou. "O início dos trabalhos de limpeza, remoção de materiais e execução das obras ocorrerá somente após o recebimento e a análise do laudo técnico do Corpo de Bombeiros, bem como a liberação da documentação necessária por parte da seguradora", destacou a instituição.
As chamas, que consumiram o teatro na manhã de 8 de outubro, geraram pânico e obrigaram, por segurança, a evacuação imediata da escola que funciona no mesmo complexo. Apesar de o fogo ter sido controlado pelas equipes do Corpo de Bombeiros no mesmo dia, a causa do incêndio ainda é desconhecida.
Inicialmente, a expectativa era de que o laudo da corporação ficasse pronto em até 20 dias, mas o prazo foi prorrogado por mais 20 dias. Com isso, a nova previsão é que o documento seja concluído até 17 de novembro."A prorrogação é de 20 dias, conforme permite a legislação, e o novo prazo se encerra no dia 17/11.
A contagem pode ser interrompida caso haja necessidade de aguardar resultado de exames específicos realizados por outros órgãos", informou o Corpo de Bombeiros. Segundo o capitão Scardini, do Corpo de Bombeiros, o incêndio destruiu o interior do teatro, incluindo cadeiras e estofados.
Apesar dos danos, as chamas ficaram restritas ao espaço. A galeria de arte, as salas da Escola Sesi de Cultura e as obras expostas no local não foram atingidas.
O Centro Cultural Sesi, do qual o teatro faz parte, havia sido reinaugurado em 15 de julho deste ano. Seis prestadores de serviço que estavam no teatro fazendo a manutenção de um vazamento de água e ajudaram no combate inicial ao incêndio foram encaminhados, por precaução, para avaliação médica.
Segundo o Sesi, todos receberam alta e não houve feridos. De acordo com o Corpo de Bombeiros, não havia atividade escolar no teatro quando o fogo começou.
Uma equipe de manutenção trabalhava no telhado do espaço naquele momento. A fumaça provocada pelo incêndio, no entanto, levou à retirada dos estudantes da Escola de Referência Sesi, que funciona no mesmo terreno.
Segundo a instituição, os alunos foram encaminhados ao ginásio e posteriormente liberados às famílias. Cerca de 30 bombeiros participaram dos trabalhos de combate às chamas.
O fogo foi controlado no mesmo dia. A causa do incêndio ainda não foi determinada.
Segundo o Sesi, uma equipe de prestadores de serviço realizava manutenção de um vazamento de água no teatro quando o fogo começou. Ainda não há informação sobre eventual relação entre o serviço e o início das chamas.
O laudo do Corpo de Bombeiros ainda não ficou pronto. As informações divulgadas até o momento não esclarecem o ponto exato em que as chamas tiveram início.
A definição dependerá da perícia e da apuração sobre as circunstâncias do incêndio.
A Gazeta