CHICAGO (EUA) – A utilização da inteligência artificial demanda, cada vez mais, integração com o dia a dia das pessoas. E é aí que o Brasil tem maior potencial, segundo Newton Neto, diretor sênior de parceria para a América Latina e Canadá no Google, durante painel na Conferência do MBA Brasil.“O potencial que o Brasil tem é a aplicação da IA no mundo físico”, disse.
Ele explicou que um projeto de IA vai além dos aplicativos que estamos cada vez mais acostumados a usar. Ele citou o exemplo do Waymo, o carro que dirige de forma autônoma, sem necessidade de motorista.“Um dos primeiros projetos que trabalhei era o Google Street View, que serviu como um pipeline de dados absurdo.
O motorista robô, que usa esse mapeamento de dados, é dez vezes mais seguro do que um motorista humano. Me anima o impacto real da IA no mundo físico”, declarou.Entre os exemplos que Newton citou para o Brasil explorar é a otimização do grid energético, que também traria um impacto físico significativo.O executivo do Google também lembrou que a empresa trabalhou em parceria com o MapBiomas para “alertar quase 300 mil pessoas que viviam ao redor do rio Amazonas sobre o risco de enchentes, a IA montou esquema de preparação e, junto com a Defesa Civil emitiu alertas que impactaram mais de 50 milhões de pessoas, tudo com o conhecimento químico, físico e topográfico adquirido.”Mesmo diante desses exemplos, Newton reforça que a fundação do bom uso de IA está na governança e na utilização de protocolos: “é muito importante entender quais são os objetivos e a governança para garantir que as coisas funcionem bem.”Encontro com estudantes de MBANewton Neto participou da Conferência MBA Brasil 2026, que chega à quinta edição neste ano.
Desta vez, nos dias 6 e 7 de novembro, reunirá em Chicago, nos Estados Unidos, executivos de algumas das maiores empresas do Brasil e do mundo para discutir os rumos e as perspectivas de negócios dos principais setores da economia e do empreendedorismo brasileiros.*A repórter viajou a convite da MBA Brasil
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