Surto de salmonella em ostras nos EUA: microbiologista explica o que fazer para reduzir o risco de infecção

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos alertaram que 27 pessoas adoeceram e cinco foram hospitalizadas com salmonella — doença que pode causar diarreia, febre, cólicas estomacais e complicações potencialmente fatais, como desidratação. Segundo as autoridades, o motivo seria lo consumo de ostras cruas vendidas em mais de uma dúzia de estados americanos.

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Os pacientes estavam em estados do Nordeste e do Sul, com a Pensilvânia registrando oito casos, o maior número, seguida por Nova York, que registrou quatro. Nenhuma morte foi relatada.

As doenças foram associadas a ostras colhidas pela Little Wicomico Oyster Company no rio Little Wicomico, que deságua na baía de Chesapeake, na Virgínia. O primeiro alerta sobre a possível contaminação das ostras ocorreu em 9 de outubro, quando suspenderam a colheita dos mariscos na baía — apenas oito dias após o início da temporada de colheita.

No mesmo dia, também foi emitido um alerta de recolhimento das ostras. Elas foram vendidas em 15 estados e colhidas entre 18 de setembro e 8 de outubro.

As autoridades de saúde estão aconselhando as pessoas a não as consumir e descartá-las imediatamente. Além disso, lavar itens e quaisquer superfícies que possam ter entrado em contato com as ostras recolhidas, usando água quente com sabão ou uma máquina de lavar louça.

Os estabelecimentos comerciais também foram aconselhados a não vender ou servir os mariscos. O CDC afirmou que os pacientes que adoeceram tinham em média 41 anos de idade, 60% eram do sexo masculino e 80% eram de origem étnica branca.

Dos 13 pacientes entrevistados, 10 relataram comer ostras cruas antes de ficarem doentes. Foram relatados casos da doença em 12 estados.

Além da Pensilvânia e de Nova York, três casos também foram registrados na Virgínia, dois em cada um dos seguintes estados: Colorado, Indiana e Maryland, e um em cada um dos seguintes estados: Connecticut, Flórida, Kentucky, Illinois, Iowa e Nova Jersey. Ainda não está claro como as ostras foram contaminadas, mas elas podem contrair salmonella se o esgoto transbordar para a água marinha onde são cultivadas.

Salmonella Segundo informações do Ministério da Saúde, a salmonella é uma bactéria da família das Enterobacteriaceae que causa intoxicação alimentar e é transmitida justamente pela ingestão de itens contaminados.

As queixas de salmonella podem surgir entre 6 e 72 horas após o consumo do alimento com a bactéria e costumam desaparecer em até uma semana. Khada tapasya: o que acontece com o corpo de quem passa anos em pé?

No entanto, isso não é regra, e os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) dizem que há casos em que a pessoa não desenvolve sintomas por várias semanas e outros em que as queixas prevalecem também durante semanas. De acordo com a pasta, a intensidade das queixas varia de acordo com a quantidade de alimento ingerido e do nível de contaminação.

No geral, a infecção por salmonella se manifesta com: Diarreia;

Vômitos; Febre moderada;

Dor abdominal; Mal-estar geral;

Cansaço; Perda de apetite;

Calafrios. A confirmação de um caso de salmonella é feita em testes de laboratório geralmente a partir de amostras das fezes ou do vômito do paciente.

O tratamento costuma ser feito em casa por meio do repouso e alta ingestão de líquidos para controlar os sintomas enquanto o sistema imunológico combate a infecção. Em alguns casos, são indicados medicamentos para auxiliar no alívio dos sintomas e reposição de eletrólitos por meio de soros, devido à desidratação.

Mas, segundo a pasta da Saúde, os antibióticos não são indicados em quadros leves a moderados, pois eles podem não eliminar completamente os microrganismos e tornar as cepas mais resistentes, deixando os remédios ineficazes. Por isso, são reservados de forma prioritária para grupos de risco, que englobam bebês, idosos e pacientes imunossuprimidos.

Os antibióticos são necessários nesses casos especialmente se a infecção tiver se espalhado para além do intestino. Se os sintomas persistirem por mais de três dias, é necessário procurar novamente o médico para outra avaliação, pois pode ser que a contaminação esteja evoluindo para formas mais graves.

Para se proteger, o ministério recomenda: Lave sempre as mãos, antes, durante e depois de manipular ou consumir alimentos;

Lave bem os alimentos antes de consumir, especialmente frutas e verduras; A carne deve ser bem cozida ou assada;

Os ovos devem ser bem cozidos; Evite consumir alimentos em lanchonetes e restaurantes que apresentam condições precárias de higiene e conservação.

Intoxicação alimentar O histórico de intoxicação alimentar com ostras é antigo.

Elas estão, inclusive, entre os alimentos que mais causam infecção nas pessoas. Como as ostras são filtradoras, elas podem concentrar germes, como Vibrio e norovírus, em seus tecidos.

Também é possível contrair intoxicação alimentar ao comer qualquer marisco cru (amêijoas, mexilhões, búzios, berbigões), por isso a recomendação é só comer esses alimentos cozidos. Veja a lista completa: tofu lidera estudo sobre as melhores proteínas do mundo

Outros alimentos que consta na lista de possível intoxicação são as saladas envoltas em sacos plásticos. A alface ensacada pode conter germes intoxicantes alimentares, como E.

coli, salmonella e Listeria. Elas costumam ser seguras se armazenadas refrigeradas e bem lavadas antes de ir para à mesa.

O consumo também deve ser feito o mais rápido possível após a compra. Em artigo publicado no site The Conversation, a microbiologista, Primrose Freestone, professora de Microbiologia Clínica na Universidade de Leicester revela dois cuidados que ela toma para evitar esse risco:

Comer ao ar livre Freestone afirma que raramente come ao ar livre, pois o risco de intoxicação alimentar aumenta quando a comida é levada ao ar livre.

Para começar, não é possível higienizar corretamente as mãos, já que é difícil encontrar água corrente e sabão em um parque ou na praia. Além disso, os alimentos tendem a atrair animais como moscas, vespas e formigas, que podem transferir germes, incluindo E.

coli, salmonella e Listeria, para a comida. Manter os alimentos perecíveis frios e cobertos é essencial, pois o número de germes pode duplicar se os alimentos aquecerem até 30°C durante mais do que algumas horas.

Buffet De acordo com a especialista, a intoxicação alimentar é um risco inevitável quando se come num buffet.

Nos bufês, os germes se espalham quando os clientes falam, espirram ou tossem perto dos alimentos. Além disso, mesmo em ambientes fechados, deve-se considerar a contaminação por insetos, como moscas ou vespas, que se instalam nos alimentos descobertos.

Alimentos perecíveis se tornarão impróprios para consumo em duas horas se não forem mantidos cobertos e refrigerados e é difícil garantir que tudo foi feito seguindo essa regra. Em buffets quentes, como os servidos no café da manhã de hotéis, a microbiologista recomenda evitar alimentos mornos, pois as bactérias que causam intoxicação alimentar podem crescer rapidamente quando os alimentos são mantidos a menos de 60°C.

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