A britânica Lois Kinder, de 44 anos, teve falência hepática, paradas cardíacas e danos cerebrais após ingerir diariamente um suplemento de bem-estar comprado pela internet. Antes do uso contínuo da substância, encontrada por meio do TikTok, ela mantinha uma rotina saudável.A paciente consumiu durante um ano, sempre depois do café da manhã, uma goma de ashwagandha. A erva asiática é divulgada nas redes sociais para relaxamento e alívio de sintomas da perimenopausa, sendo comercializada por 5 libras, o equivalente a cerca de R$ 33. Saiba Mais Mundo Sites em vários países são desativados após IA detectar falhas graves de segurança na linguagem PHP Mundo Papa Leão XIV não precisará de novos tratamentos após retirada de tumor Mundo 'Tenho uma doença que as pessoas têm muita vergonha de falar' Mundo Como Fernanda Bolsonaro ganhou destaque na campanha de Flávio para tentar atrair voto feminino Mundo Monstro ou montagem? O caso da criatura que assombra o México Mundo Após 10 anos, homem com máscara de idoso volta a realizar assaltos No Brasil, o comércio de suplementos com ashwagandha é proibido. As normas nacionais permitem o consumo apenas de versões manipuladas, preparadas sob prescrição de médico ou nutricionista especializado em fitoterapia.Sintomas e falência hepáticaOs problemas começaram no início de julho, quando Lois apresentou vômitos, além de pele e olhos amarelados. Ao procurar um clínico geral acreditando estar com virose, o médico solicitou exames de sangue e tomografia do fígado.Em 13 de julho, a filha Imogen, de 19 anos, encontrou a mãe desacordada no sofá de casa. Lois não havia acordado o filho caçula, Jacob, de 15 anos, para ir à escola. Levada com urgência ao hospital, ela recebeu o diagnóstico de insuficiência hepática aguda.A equipe médica colocou Lois em coma induzido. Três dias depois, ela seguiu transferida para a Unidade de Terapia Intensiva Hepática do Hospital Queen Elizabeth, em Birmingham, unidade especializada em transplantes de emergência no Reino Unido.Cirurgia e danos cerebraisLois passou por um transplante de fígado em 22 de julho. Durante a operação, ela sofreu três paradas cardíacas provocadas por um coágulo que bloqueou a artéria responsável por irrigar o pulmão. A falta de oxigenação gerou lesões no cérebro.Os médicos indicaram que o fitoterápico provavelmente causou o quadro hepático. O marido, Oliver Kinder, relatou que os profissionais questionaram o uso de produtos com ashwagandha logo após a conferência dos primeiros exames.Lois permanece internada na unidade de terapia intensiva, acordada, realizando reabilitação neurológica diária. A equipe de saúde ainda não sabe se ela conseguirá voltar a andar ou se recuperará totalmente a mobilidade.Para ajudar nos custos do tratamento e na reestruturação da moradia da família, amigos organizaram uma campanha na plataforma "GoFundMe". Os médicos responsáveis pelo caso pretendem publicar um artigo científico detalhando a condição da paciente.
Suplemento viral de bem-estar leva mulher à UTI no Reino Unido
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Correio Braziliense
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