Por João Renato AlvesPostado em 23 de outubro de 2026 Durante recente entrevista ao Popcast, podcast do New York Times, Billy Corgan foi questionado sobre sua amizade com Marilyn Manson.
O líder do Smashing Pumpkins foi indagado sobre como definiria o grau em que se deve estar presente na vida de alguém que sofre as acusações a que Brian Warner – nome real do artista – responde na justiça. "Essa é uma pergunta válida.
Acho que, no fim das contas, como cristão - como posso dizer? - você precisa apoiar seus amigos. Mas isso não significa que você não tenha uma opinião, nem que não seja capaz de fazer críticas.
No caso dele - e não estou aqui para julgar -, o promotor público analisou o caso durante cinco anos. Em certas situações, eu tinha conhecimento de detalhes pessoais, nos bastidores, que não vieram a público.
Pessoalmente, não acreditei que ele fosse culpado das acusações. No fim das contas, o fato de o promotor público não ter dado prosseguimento ao caso diz muito."
O músico prosseguiu mencionando a vida pessoal e a intimidade como argumento. "Basicamente, a forma como tudo aconteceu, ainda que tenha sido um processo longo, condiz com a pessoa que conhecia.
Tudo fez sentido. Mas eu não estava lá.
Não posso estar presente em tudo. De qualquer forma, não quero que o mundo me diga quem são meus amigos ou com quem devo me relacionar.
Isso vale para o campo político, social... e, no caso do Brian, temos uma relação que remonta a quase 30 anos."
Corgan ressaltou ainda que Lindsay Usich, esposa de Manson, tem uma irmã gêmea - Ashley Usich-Iha - casada com James Iha, guitarrista do Smashing Pumpkins, acrescentando a existência de uma rede de relacionamentos mais profunda. "Acho que qualquer pessoa, nessa situação, teria dificuldade em lidar com as acusações e a gravidade delas.
Por outro lado, eu conhecia os bastidores do caso e algumas das pessoas envolvidas, o que permite fazer certas avaliações. No fim das contas, sinto que tomei a decisão correta.
Mas, se as coisas tivessem tomado outro rumo... As pessoas me perguntavam em particular: 'Bom, e se...?', e eu respondia: 'Se ele for culpado - ou se qualquer pessoa, em uma situação dessas, for culpada -, então deve ir para a cadeia'.
Não estou dizendo que tenho qualquer superioridade moral, apenas que cada caso deve ser analisado individualmente. Mas não gosto dessa ideia...
esse tipo de 'caça às bruxas' me incomoda." Brian Warner responde na justiça a acusações de estupro, abuso sexual e psicológico, coerção, violência e intimidação feitas por mais de uma dezena de mulheres.
À época do surgimento das acusações, Manson sofreu uma série de retaliações da indústria. Entre elas, o músico perdeu o contrato com sua gravadora no período, a Loma Vista Recordings.
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