Síria já tinha culinária sofisticada há 4.500 anos, revela estudo

Síria já tinha culinária sofisticada há 4.500 anos, revela estudo - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

Há cerca de 4.500 anos, cozinhar na cidade de Hama, na atual Síria, já envolvia escolhas que vão além dos ingredientes. Um novo estudo indica que os habitantes selecionavam diferentes tipos de panelas de acordo com o prato e as características necessárias para o preparo. Veja: Empresário chinês cria salão onde clientes pagam até R$ 215 para ter as costas coçadas Confira: Tutor de golden que ‘recebeu’ bandido em casa com brinquedo e rabo abanando se diverte A descoberta foi possível a partir da análise de recipientes encontrados no sítio arqueológico da cidade. Pesquisadores examinaram resíduos de gordura, restos vegetais e vestígios de animais preservados nas peças para identificar quais alimentos eram preparados ali.

Entre os alimentos identificados estão cereais, lentilhas, azeitonas, uvas, carne de carneiro, cabra, porco, gado e gazela. Parte dos produtos vinha das proximidades de Hama, enquanto outros chegavam de regiões mais distantes, como as áreas de estepe a leste da cidade. Panelas diferentes para preparos diferentes Os recipientes também chamaram a atenção dos pesquisadores. As peças produzidas localmente combinavam argila e calcita. Já algumas panelas trazidas das estepes eram feitas com argila misturada a basalto, material que alterava suas propriedades térmicas e permitia suportar temperaturas mais altas. Pote de cerâmica que seria usado na culinária Reprodução/ Museu Nacional da Dinamarca A escolha do utensílio, portanto, parece ter feito parte do próprio processo de preparo. Segundo os pesquisadores, os cozinheiros não utilizavam as panelas de maneira indistinta: determinadas peças eram associadas a diferentes tipos de comida e métodos de cozimento. Para Mette Marie Hald, pesquisadora do Museu Nacional da Dinamarca e uma das autoras do estudo, as evidências ajudam a reconstruir aspectos da alimentação em uma sociedade da Idade do Bronze. Mais do que revelar o que era consumido, os achados mostram que havia conhecimento sobre ingredientes, utensílios e diferentes formas de preparo. A pesquisa se baseia em materiais provenientes de escavações realizadas em Hama entre 1931 e 1938. Parte dos achados foi levada para a Dinamarca, onde permanece sob guarda do Museu Nacional e vem sendo analisada por pesquisadores.

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