Os partidos que já anunciaram apoio ao candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno reunirão 63% das cadeiras do Senado e 55% da Câmara a partir de 2027. Até o momento, seis partidos endossam o nome do "Zero Um": PL, PP, União Brasil, Republicanos, Novo e Podemos.
Na soma, eles detêm 51 dos 81 senadores e 286 dos 513 deputados federais. Como o apoio não é automático, não há garantia de que todos votarão a favor das propostas de interesse de um eventual governo Flávio - muitos parlamentares divergem de seus partidos e se posicionam de acordo com seus interesses locais, religiosos e pessoais.
Na hipótese de apoio integral, o número seria suficiente para aprovar projetos que exigem maioria absoluta na Câmara (mínimo de 257 votos) e no Senado (mínimo de 41). Exigem maioria absoluta Projetos de Lei Complementar (PLP), derrubada de vetos presidenciais e eleição de presidentes das duas Casas já em primeiro turno.
No Senado, esse tipo de maioria também é exigida para aprovação de autoridades, como ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), presidente do Banco Central e tribunais superiores. No caso do Senado, os 51 parlamentares dos seis partidos, se unidos, poderiam aprovar Propostas de Emenda à Constituição (PECs), que exigem ao menos 49 votos favoráveis.
Flávio disse que pretende aprovar mudanças constitucionais como redução da maioridade penal, alterações na Reforma Tributária e uma reforma do Judiciário. Esta é a distribuição das siglas no Senado:
PL - 28; PP - 6;
União Brasil - 6; Republicanos - 5;
Novo - 3; Podemos - 3.
Já na Câmara ficará da seguinte maneira: PL - 121;
União Brasil - 46; PP - 41;
Republicanos - 41; Podemos - 27;
Novo - 10. A lista pode variar devido a migrações partidárias.
O Liberal