Seu processo no INSS virou isca para golpista. Saiba como se proteger do falso advogado e como recuperar o prejuízo

Seu processo no INSS virou isca para golpista. Saiba como se proteger do falso advogado e como recuperar o prejuízo - Foto
Fonte da notícia: Jornal Razão Jornal Razão

O golpe do falso advogado se espalhou pelo país. Os aposentados, pensionistas e quem espera um benefício do INSS estão entre as vítimas preferidas.

Todos os dias, segurados são procurados por criminosos que se passam por advogados, funcionários de escritório ou até servidores da Justiça. Só que conhecer o seu processo não quer dizer que a pessoa trabalhe nele.

A regra de ouro: desconfie de qualquer cobrança Para receber um valor ganho na Justiça, você não precisa pagar taxa por Pix para ninguém.

Quando há honorários do advogado, eles já foram combinados no contrato que você assinou com o escritório, lá no começo. Não aparecem de surpresa numa mensagem pedindo urgência.

Se alguém pedir dinheiro para “liberar alvará”, “pagar imposto”, “pagar custas” ou “destravar o pagamento”, ou ainda chamar você de repente para uma ligação de urgência dizendo que é uma audiência com o juiz, pare a conversa na hora. Primeiro: não se culpe.

Esses criminosos são profissionais. O importante é agir rápido, porque cada hora faz diferença.

1. Avise o banco imediatamente.

Ligue para a central ou use o aplicativo. Diga que fez um Pix por causa de um golpe e peça a devolução pelo MED, o Mecanismo Especial de Devolução do Banco Central.

Você tem até 80 dias para fazer esse pedido, mas quanto mais cedo, maior a chance de o dinheiro ainda estar na conta do golpista. Desde fevereiro de 2026 os bancos são obrigados a usar uma versão mais nova do sistema, que consegue seguir o dinheiro mesmo depois que o criminoso o passa para outras contas.

Anote o número do protocolo. 2.

Faça o boletim de ocorrência. Pode ser na delegacia ou pela Delegacia Virtual da Polícia Civil, pela internet.

Junte prints das conversas, o número de telefone do golpista e o comprovante do Pix. O B.O.

vai servir em todas as etapas seguintes. 3.

Avise o seu advogado de verdade. Assim o escritório pode orientar você e alertar outros clientes.

4. Reclame no Banco Central.

Se o banco não responder ou negar a devolução sem explicar direito, registre uma reclamação no site do Banco Central (bcb.gov.br). O banco é obrigado a responder.

5. Em último caso, a Justiça.

Às vezes nada disso resolve. Aí é possível entrar com uma ação contra o banco.

O Superior Tribunal de Justiça já firmou entendimento, na Súmula 479, de que o banco responde pelos prejuízos causados por fraudes de terceiros ligadas às operações bancárias. Na prática, cada caso é analisado com cuidado.

Se ficar demonstrado que o banco falhou na segurança, ele pode ser condenado a devolver o dinheiro. Falhar na segurança é, por exemplo, deixar passar uma transferência muito fora do seu padrão sem nenhum bloqueio ou confirmação, ou permitir que o golpista abrisse uma conta com documentos falsos.

Para valores menores, o Juizado Especial costuma ser o caminho mais simples. O seu tempo de contribuição custou anos de trabalho.

Não deixe um golpista levar isso embora em cinco minutos. © Jornal Razão.

Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/opiniao/seu-processo-no-inss-virou-isca-para-golpista-saiba-como-se-proteger-do-falso-advogado-e-como-recuperar-o-prejuizo

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