O que parecia uma irritação passageira no olho poderia ter terminado em perda da visão. Médicos que atenderam Maxim Sleptsov, russo de 42 anos que passou quase quatro meses com uma semente germinando na conjuntiva, alertaram que a permanência do corpo estranho poderia provocar uma úlcera na córnea e comprometer a visão.
O paciente só descobriu a causa dos sintomas depois de procurar atendimento especializado em Yakutsk, na Sibéria. Entenda o caso: Homem descobre planta crescendo no olho após meses de dores de cabeça e visão dupla na Rússia
Mark McDaniel, psicólogo de Harvard: 'Aprender sem esforço é como escrever na areia' Segundo a oftalmologista Elizaveta Karpova, responsável pela retirada da semente, a raiz havia penetrado o tecido conjuntival e alcançado cerca de 3 milímetros.
A médica afirmou à imprensa local que nunca havia encontrado uma situação semelhante em sua carreira. O procedimento foi realizado sob anestesia local, com o auxílio de uma agulha de injeção
Um dos aspectos que chamaram a atenção no caso foi a dificuldade para identificar o problema. Sleptsov chegou a procurar atendimento em outra unidade de saúde, mas os médicos não encontraram o corpo estranho.
Nesse período, ele continuou a apresentar dores de cabeça diárias, pressão intraocular elevada e desconforto no olho. O homem contou que os sintomas começaram depois que um galho atingiu seu rosto durante uma pescaria no distrito de Abyysky, no verão russo.
Na ocasião, ele retirou um fragmento que acreditava ser o único resíduo do acidente. A semente, porém, permaneceu alojada no olho.
A cirurgia ocorreu em 25 de outubro e durou cerca de cinco minutos. Depois da retirada, Sleptsov relatou alívio imediato e disse que voltou a acordar sem as dores de cabeça.
Segundo a equipe médica, o estado de saúde do paciente não apresenta riscos após o procedimento. O caso também reforça o alerta de especialistas para traumas oculares envolvendo galhos e outros materiais vegetais.
Mesmo quando a lesão parece pequena, fragmentos podem permanecer no olho e provocar inflamações e complicações
O Globo