Segurança no trânsito: distração ao volante aumenta riscos de acidentes

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Fonte da notícia: Folha de Pernambuco Folha de Pernambuco

A distração ao volante está entre os fatores que colocam motoristas, passageiros e pedestres em risco no trânsito.

O problema vai além do uso do celular: conversar, comer ou ajustar os comandos do veículo durante a condução também pode desviar a atenção e comprometer a reação diante de situações inesperadas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), motoristas que usam o celular têm cerca de quatro vezes mais chances de se envolver em uma colisão do que aqueles que não utilizam o aparelho.

A entidade alerta que até mesmo o uso de sistemas viva-voz mantém riscos, já que a distração também pode ocorrer no nível cognitivo.

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Atenção O celular reúne três formas de distração. A visual ocorre quando o condutor tira os olhos da via; a manual, quando retira as mãos do volante; e a cognitiva, quando direciona o pensamento para outra atividade.

Ao digitar uma mensagem, por exemplo, o motorista pode combinar os três fatores e demorar mais para perceber um obstáculo ou frear.

Porém, o risco não se restringe ao telefone. Comer, conversar com passageiros, mexer no rádio e ajustar a temperatura do ar-condicionado também podem desviar a atenção.

Nos Estados Unidos, a Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário (NHTSA) registrou 3.208 mortes em acidentes envolvendo motoristas distraídos em 2024, segundo relatório publicado em abril de 2026.

No Brasil, a Polícia Rodoviária Federal registrou 72.483 sinistros nas rodovias federais em 2025, com 6.044 mortes e 83.483 feridos.

Os dados reforçam a dimensão do desafio da segurança viária, embora não indiquem que todas essas ocorrências tenham sido causadas por distração.

Prevenção Para reduzir os riscos, a orientação é configurar o GPS antes de iniciar o trajeto, manter o celular fora do alcance e parar em local seguro caso seja necessário atender a uma ligação ou consultar uma mensagem.

Respeitar os limites de velocidade e manter distância do veículo à frente também ajudam a evitar colisões.

A segurança, porém, não depende apenas do comportamento do condutor. Pneus, freios e outros componentes precisam estar em boas condições para responder adequadamente em situações de emergência.

“Muitas vezes, o motorista associa segurança apenas à condução, mas ela também depende da capacidade do veículo de responder adequadamente em situações críticas. E essa resposta começa pelo único componente que toca o solo: o pneu”, afirma Renato Siqueira, gerente de Assistência Técnica da Continental Pneus.

Uma sondagem da Continental com 463 motoristas brasileiros, realizada entre abril e maio de deste ano, identificou o celular como o principal risco percebido por 35% dos participantes.

Apenas 4% citaram as condições e a manutenção dos veículos entre as principais preocupações.

Manutenção Além do comportamento ao volante, as condições do veículo também influenciam a segurança no trânsito.

Verificar regularmente a calibragem e o desgaste dos pneus, assim como manter o alinhamento e o balanceamento em dia, contribui para a aderência, a estabilidade e a eficiência das frenagens.

Mais do que reconhecer os riscos, é fundamental adotar atitudes que ajudem a preveni-los.

Manter os olhos na via, evitar atividades que desviem a atenção, respeitar os limites de velocidade e conservar o veículo em boas condições são medidas que contribuem para um trânsito mais seguro.

Ao volante, alguns segundos de distração podem ter consequências graves, e nenhuma pressa justifica colocar vidas em risco.

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