'Se eu fosse o Vinicius Junior, teria ido embora no verão passado', diz Mourinho

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

O treinador do Real Madrid, José Mourinho, afirmou neste sábado que certamente teria deixado o clube merengue "no verão passado" se estivesse no lugar de Vinícius Junior. O jogador brasileiro vive uma crise de confiança e foi punido com quatro jogos de suspensão por ter puxado o cabelo de um adversário. O atacante brasileiro de 26 anos, que há dois anos não consegue recuperar seu melhor nível em Madri, é criticado com frequência pelos torcedores madridistas e chegou a ser vaiado em algumas ocasiões, além de ser alvo de zombarias e insultos racistas em vários estádios. Seu gênio explosivo também faz com que muitas vezes seja advertido pelos árbitros, e no último fim de semana foi expulso contra o Villarreal por puxar o cabelo de um rival. Depois, ele confrontou o árbitro, motivo pelo qual recebeu uma punição de quatro partidas: duas por puxar o cabelo e outras duas por sua conduta em relação ao juiz. — O Vini é um cara fantástico, tenho muito carinho por ele. Valorizo muito o fato de ele conseguir viver e sobreviver a esse ambiente com um sorriso. Eu, se estivesse no lugar dele, provavelmente já não continuaria aqui — disse Mourinho na entrevista coletiva prévia à partida da liga contra o Sevilla. — No verão passado, provavelmente teria forçado uma saída para uma competição, um país, um núcleo de clubes e estádios onde os rivais o respeitassem. Mas, por amor ao Real Madrid, e com a fé de que as coisas sempre podem melhorar, ele renovou — acrescentou o técnico. Vinicius Junior em aquecimento pelo Real Madrid Filippo Monteforte / AFP Segundo a imprensa espanhola, o ponta brasileiro esteve perto de assinar com o Arsenal, atual campeão da Inglaterra, mas preferiu ficar em Madri com um contrato milionário, estendido até 2032. Questionado sobre o presidente de LaLiga, Javier Tebas — cuja renúncia foi pedida pelo Real Madrid na sexta-feira depois que este comparou os métodos da Real Madrid TV com os do ministro da Propaganda da Alemanha nazista, Joseph Goebbels —, Mourinho considerou que "os limites" foram ultrapassados. — Entramos em um terreno em que acredito que as únicas desculpas válidas são se estamos falando de um caso clínico. Se não, não há nenhuma justificação nem nenhuma desculpa — afirmou. O Real Madrid, quarto colocado de LaLiga a seis pontos do Barcelona, líder invicto, recebe o Sevilla no domingo no estádio Santiago Bernabéu com o objetivo de ao menos manter a distância para seu grande rival antes do Clássico da próxima semana.

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