O SBT lamentou a morte do diretor e produtor Nilton Travesso, aos 92 anos, nesta sexta-feira (6/11). Em nota, a emissora informou que o profissional morreu em decorrência de uma infecção generalizada.
Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Na manifestação, o Grupo Silvio Santos destacou a importância de Nilton para a história da televisão brasileira e a relação de amizade construída com ele ao longo dos anos.
“Grande diretor, dedicado a levar produtos de qualidade ao telespectador e, sobretudo, um grande amigo e parceiro, que tratava a todos com igual atenção e respeito”, afirmou o comunicado. A emissora também ressaltou que “seu legado servirá de referência para a nova geração de diretores”.
O SBT ainda manifestou solidariedade à família do profissional, especialmente à esposa, a jornalista Marilú Torres, e ao filho, Marcelo Travesso, que também trabalha como diretor de televisão. Nilton teve três passagens pelo Grupo Silvio Santos.
A primeira ocorreu em 1976, quando participou da implantação da TVS Rio e dirigiu Bacará 76, programa apresentado por Ronald Golias. Em 1993, voltou à emissora com a missão de reestruturar a programação infantil e reabrir o núcleo de teledramaturgia.
Nesse período, idealizou atrações como Bom Dia & Cia, com Eliana, e Sessão Desenho no Sítio da Vovó, com Vovó Mafalda, além de apoiar projetos como Casa da Angélica e a reformulação do Show Maravilha. Em 1994, supervisionou Éramos Seis, um dos grandes sucessos da teledramaturgia do SBT e responsável pela construção da primeira cidade cenográfica do complexo da emissora.
Também acompanhou produções como As Pupilas do Senhor Reitor, Sangue do Meu Sangue, Razão de Viver e Os Ossos do Barão. Em 2004, retornou para participar de projetos como Protagonistas de Novelas e Charme, apresentado por Adriane Galisteu.
Mais tarde, colaborou com o Teleton e teve sua última participação na emissora no documentário Silvio Santos, Vale Mais do que Dinheiro, em 2024. O velório de Nilton Travesso será realizado neste sábado (7/11), das 10h às 17h, na Funeral Home, no bairro da Bela Vista, em São Paulo.
O diretor deixa a esposa, Marilú Torres, os filhos Camila e Marcelo e cinco netos.
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