Gatos tímidos também querem companhia, descobre estudo

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Fonte da notícia: Extra Extra

Pesquisadores da Universidade de Kyoto e da Universidade Sophia, ambas no Japão, queriam descobrir se gatos experimentam a timidez da mesma forma que os bebês: numa espécie de cabo de guerra em que, por um lado, o desejo é de se aproximar, ao mesmo tempo que deseja fugir. 'É muito sapeca e fofoqueiro.

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'Ganhou um lar e uma família que a ama muito': conheça a gatinha Charlotte Acabou que a teoria dos cientistas japoneses estava errada, mas eles acabaram descobrindo algo interessante: alguns gatos, ao mesmo tempo que eram muito tímidos (ou até mesmo aparentando ser medrosos), estavam dispostos a se aproximar de certas pessoas.

Publicado na PLOS One, o artigo — intitulado “Investigação da timidez complexa e da relação entre medo e comportamentos de aproximação em gatos domésticos” — mediu a timidez em gatos usando um questionário feito originalmente para bebês de 7 a 13 meses. Quem apontou as respostas foram os tutores dos bichanos.

As primeiras pessoas que participaram voluntariamente responderam às perguntas em 2024, sendo recrutadas por meio das mídias sociais. Acabou que todos eram mulheres, entre 20 e 50 anos.

Todos os gatos, com idade entre 1 e 7 anos, eram castrados. Os três questionários resultaram em 310 gatos “entrevistados”.

No primeiro estudo, os índices de timidez e medo aumentaram simultaneamente, mas o padrão de aproximação esperado nunca se manifestou. O segundo estudo, realizado com gatos machos, constatou o mesmo resultado: gatos tímidos eram gatos medrosos e, na verdade, os gatos mais tímidos se aproximavam um pouco menos das pessoas.

No entanto, os cientistas realizaram um terceiro round de questões, em que os gatos foram divididos em quatro grupos. Dois grupos apresentaram baixo nível de medo: um ansioso para se aproximar de pessoas e outro, mais moderado.

Um terceiro grupo demonstrou medo evidente, com alta pontuação em medo e baixa propensão à aproximação. O quarto grupo, o maior, com 48 dos 114 gatos, combinou alto nível de medo com a mesma propensão moderada à aproximação de pessoas que os gatos moderadamente sociáveis.

Mais da metade desse último grupo era composto por gatos que nasceram na rua — eles também eram 4 a cada 10 gatos estudados. O tempo com os tutores não se mostrou importante, mesmo variando entre seis meses e sete anos de relação.

Para os pesquisadores, um gato que se aproxima sorrateiramente de um estranho com uma expressão de terror pode estar demonstrando uma personalidade que mistura medo com um desejo de explorar, e não apenas timidez.

Publicação Original Extra extra.globo.com
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