A Saudi Aramco orientou seus funcionários a deixar a sede em Dhahran e trabalhar remotamente, disseram nesta quinta-feira (22) seis pessoas com conhecimento do assunto, um dia depois de duas pessoas morrerem em um ataque a um aeroporto próximo. Foi a primeira vez que a Aramco pediu aos funcionários que deixassem sua sede desde o início da guerra contra o Irã.
A companhia não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Os houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, causaram danos extensos à sede da companhia no início deste mês ao atingir o prédio, com um incêndio que se espalhou por vários andares, disseram à Reuters três pessoas com conhecimento direto do assunto.
O local abriga um centro de operações que ajuda a maior companhia petrolífera do mundo a supervisionar sondas de petróleo em terra e no mar, refinarias, terminais de exportação e milhares de quilômetros de oleodutos. O motivo da evacuação não estava claro.
Duas pessoas morreram e oito ficaram feridas em um ataque ao Aeroporto Internacional Rei Fahd, no polo petrolífero de Dammam, no leste da Arábia Saudita, na noite de quarta-feira, informou nesta quinta-feira a Autoridade Geral de Aviação Civil do país. Dammam fica cerca de 15 quilômetros ao norte de Dhahran.
Em outro episódio, duas pessoas morreram na quarta-feira depois que as defesas aéreas sauditas interceptaram um drone que tentava atingir uma instalação no campo de petróleo de Shaybah, da Aramco, localizado centenas de quilômetros a sudeste, informou o Ministério da Energia. A Arábia Saudita respondeu aos ataques dos houthis com uma onda de bombardeios contra locais de lançamento de mísseis, prometendo proteger o reino, e afirma ter interceptado muitos mísseis balísticos disparados pelo grupo.
O reino vem buscando maior apoio de aliados para sua campanha contra os houthis e para ajudá-lo a se defender dos ataques com mísseis e drones do grupo. Washington, o principal aliado da Arábia Saudita e seu garantidor de segurança de longa data, rejeitou até agora os esforços sauditas para envolvê-lo diretamente na guerra contra os houthis.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos ordenou que alguns diplomatas e familiares deixassem suas representações na Arábia Saudita e planeja retirar familiares de funcionários de várias outras representações americanas na região, disseram autoridades dos EUA à Reuters na quarta-feira.
Washington havia enviado de volta à região parte de seu pessoal diplomático nos últimos meses, após a retirada de muitos funcionários quando Teerã lançou ataques contra instalações americanas depois do início da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, no fim de fevereiro.
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