O motorista de aplicativo Luiz Fernando dos Santos, de 46 anos, foi baleado na cabeça durante uma corrida na Colônia, em Jacarepaguá, Zona Sudoeste do Rio. A região convive com uma disputa entre traficantes e milicianos pelo controle territorial.
Segundo o g1, a polícia suspeita que ele tenha sido confundido com um paramilitar. Segundo a Polícia Militar, agentes do 18º BPM (Jacarepaguá) acionados para verificar uma ocorrência de disparos de arma de fogo na região da Colônia, em Jacarepaguá.
No local, os militares encontraram um homem ferido por disparo na cabeça, no interior de um veículo. Luiz Fernando dos Santos foi socorrido e hospitalizado no Hospital Municipal Lourenço Jorge e posteriormente levado ao Hospital Municipal Miguel Couto.
Nesta quinta-feira, ele foi transferido para uma unidade particular. O caso é investigado pela 32ª DP (Taquara), que realizou uma perícia no local.
Em entrevista ao RJ1, a esposa Renata Vianna contou que o motorista tinha apenas duas semanas no ofício. Ele começou a trabalhar no aplicativo depois de fechar um pet shop.
— Eu estou em choque. Eu sou apaixonada por ele.
Eu preciso que o estado o acolha, que ele tenha atendimento. Ele tinha uma empresa, fechou e começamos a ter problemas.
Aí, e eu falei: ‘Começa a fazer Uber, já que você pode fazer, que tem habilitação para isso’. Ele não sabia mexer muito no aplicativo e não sabia que ali tinha comunidade.
— contou ela, que ainda disse ter desconfiado da demora do marido em responder suas mensagens: — Ele nunca ficou sem responder às minhas mensagens.
Ele tinha me deixado na igreja e iria me buscar. Eu pensei que ele estivesse em uma corrida, ocupado.
Eu estava esperando ele. Mas acabei indo para casa.
Por volta das 3h, acordei com a polícia batendo na minha porta para contar o que houve. Segundo os policiais, ele estava levando um passageiro quando foi atacado.
O Globo