Após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formar maioria para rejeitar a candidatura do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) e tornar nulos os votos dados a ele no domingo, o candidato ao governo do Rio, Douglas Ruas (PL), afirmou que é preciso aguardar o envio da decisão ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), responsável por retotalizar os votos.
“Quando tiver a totalização nós vamos falar com toda a população do Rio de Janeiro”, disse aos jornalistas durante sua passagem por Brasília.
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A decisão do TSE abre caminho para a eleição de Douglas Ruas em primeiro turno porque a exclusão dos votos de Garotinho reduz o total de votos válidos e aumenta o percentual obtido pelo candidato do PL, que pode superar os 50% necessários para vencer sem uma segunda rodada.
O candidato disse ainda estar trabalhando na campanha do Flávio Bolsonaro, enquanto aguarda a decisão sobre a eleição do Rio de Janeiro.
Em convites para entrevista coletiva enviado à imprensa marcada para a tarde de hoje, a campanha de Ruas já o declarou como "governador eleito". Ruas irá falar na sede do PL no Rio de Janeiro após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidir indeferir a candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) ao governo do Rio e anular os votos recebidos por ele no primeiro turno das eleições.
Com a decisão, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) terá que fazer a retotalização dos votos válidos, o que abre caminho a vitória de Ruas sem a necessidade de disputa do segundo turno contra Eduardo Paes (PSD). A formalização final do resultado ainda depende do pronunciamento do TRE-RJ. Garotinho recebeu 274.411, ou 3,17% do total de votos. Ruas teve 49,27% e, com a recontagem, passará a ter mais da metade dos votos válidos, o que garante a eleição já em primeiro turno. Paes, o segundo colocado, recebeu 42,72%. Se os votos de Garotinho fossem validados, ele conseguiria ir para o segundo turno contra Ruas. O placar da decisão que irá beneficiar Ruas fechou em 5 a 2 no TSE. A maioria dos ministros decidiu manter a decisão do TRE-RJ que indeferiu a candidatura de Garotinho, por entender que, ao se filiar ao Republicanos, em abril, ele ainda estava com os direitos políticos suspensos por uma condenação por improbidade administrativa.
Valor