PF deve investigar Flávio por posse ‘na mão grande’ de mansão de Richarlyson

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Fonte da notícia: BNCamazonas BNCamazonas

O jogador Richarlison pediu que a Polícia Federal (PF) investigue a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa judicial por um imóvel de luxo em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro. Em vídeo publicado nas redes sociais neste sábado (17), o atacante afirmou que perdeu a posse do casarão após uma série de decisões judiciais e alegou ter investido cerca de R$ 10 milhões na propriedade sem receber ressarcimento.

Segundo Richarlison, Flávio Bolsonaro demonstrou interesse em comprar o imóvel depois que o jogador e seus sócios negociaram a aquisição. O atleta afirma que, após recusar a venda, pessoas ligadas à disputa recorreram à Justiça para obter a posse da propriedade.

“Como eu não quis vender, os caras pegaram na mão grande lá na Justiça”, declarou o jogador.

Richarlison também questionou a rapidez com que a posse teria sido transferida. De acordo com o relato, enquanto a regularização documental poderia levar meses ou anos, Flávio Bolsonaro e o empresário Willer Tomaz teriam conseguido a posse em 24 horas.

“A Justiça falhou”, afirmou o atacante.

Disputa judicial começou em 2020

A disputa pelo casarão se arrasta desde 2020, quando Richarlison e seus sócios negociaram a compra do imóvel. Em 2022, eles foram surpreendidos por um mandado de reintegração de posse apresentado pela empresa M Locadora, que reivindicou direitos sobre a área.

A empresa alegou ter direitos históricos sobre o terreno desde a década de 1980. A disputa envolveu documentos atribuídos ao antigo proprietário e questionamentos sobre a legitimidade da posse.

Conforme o relato sobre o caso, decisões do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e de instâncias superiores reconheceram o direito à posse em favor dos representantes ligados a Willer Tomaz.

Processo foi arquivado em 2026

De acordo com informações da Justiça do Rio de Janeiro, uma sentença de outubro de 2025 extinguiu um dos processos sem julgamento do mérito, após renúncia de uma das partes envolvidas. Entre elas estavam a Yta Consultoria, a Sport 70 Intermediação de Negócios e Renato Rocha Velasco, ligados a Richarlison.

Em janeiro de 2026, após o trânsito em julgado, o processo foi arquivado.

A extinção sem julgamento do mérito significa que o processo foi encerrado sem uma decisão judicial sobre o mérito da controvérsia naquela ação. Por isso, esse desfecho, isoladamente, não comprova as acusações feitas pelo jogador nem permite concluir que houve irregularidade na atuação dos envolvidos.

Flávio Bolsonaro nega irregularidades

Em manifestações anteriores, Flávio Bolsonaro negou participação irregular na disputa e afirmou manter apenas uma relação de amizade com Willer Tomaz.

O empresário, por sua vez, sustentou que adquiriu legalmente os direitos sobre o terreno e desembolsou R$ 5 milhões para regularizar pendências fiscais relacionadas ao imóvel. Ele também contestou a legitimidade dos antigos ocupantes.

A equipe de Flávio Bolsonaro foi procurada para comentar as novas declarações de Richarlison, mas não havia respondido até a publicação do relato original.

Jogador afirma que pretende doar parte do dinheiro

O casarão tem características de propriedade de alto padrão, incluindo uma cachoeira particular, e fica próximo ao aeroporto de Angra dos Reis.

Richarlison afirmou que pretende destinar parte do valor que espera recuperar a um hospital de Nova Venécia, no Espírito Santo, sua cidade natal, caso consiga reaver o dinheiro investido.

Até o momento, as acusações divulgadas pelo atleta devem ser tratadas como alegações. Um eventual pedido de investigação não significa, por si só, que a Polícia Federal tenha instaurado um inquérito ou confirmado a ocorrência de crime.

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Fotos: CBF e  Vittor Sales O post PF deve investigar Flávio por posse ‘na mão grande’ de mansão de Richarlyson apareceu primeiro em BNC Amazonas, o site de política!.

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