Rogério Marinho, um revolucionário

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Fonte da notícia: Brazil Journal Brazil Journal

O discurso que o Senador Rogério Marinho fez esta semana a seus pares do PL se destaca como uma peça de oratória que vale a pena ser lida – e lembrada. Num País em que a Política se deteriorou continuamente ao longo de décadas e em que o debate de ideias foi substituído por lacrações de influencers dos dois lados, são cada vez mais raros os homens públicos da estatura de Marinho – um político “ficha limpa” cuja discrição pessoal é do mesmo tamanho de sua eficiência como homem público.

Marinho foi relator da reforma trabalhista no Governo Temer – o que lhe custou a reeleição como deputado – e fez a reforma previdenciária do Governo Bolsonaro. Agora candidato a Presidente do Senado, Marinho poderia focar em impeachments no STF ou em revanche – mas só fala em Constituição e democracia.

Num Brasil cujas duas metades habitam bolhas de opinião que não se comunicam, o senador surpreende por uma fala e uma agenda tão republicanas que chegam a ser revolucionárias. Não é preciso concordar com tudo que ele diz – apenas notar que se trata de um político diferente.

O leitor que tire sua própria conclusão. Abaixo, a íntegra do discurso.

**** Todos nós comungamos do mesmo sentimento: é necessário viver em um País em que haja paridade de armas, em que as disputas sejam justas e em que a lei valha para nós e para os nossos adversários políticos.

Precisamos de um ambiente em que as pessoas não tenham receio de dizer o que pensam. Em que possam se expressar, criticar e interagir.

Não podemos mais conviver com situações como as relatadas aqui, em que alguns dos nossos pares têm receio de se expor pela atuação de terceiros que não deveriam estar envolvidos em um processo que pertence ao Parlamento brasileiro. A nossa sociedade está doente.

Há uma degradação das nossas instituições e uma invasão de competências. Há uma clara preferência daqueles que deveriam ser árbitros e magistrados no processo político.

Isso é intolerável e faz mal à democracia. Não somos arautos de uma revolução para colocar abaixo o que está estabelecido.

O que propomos é uma mudança de volta ao eixo originário da nossa Constituição. Defendemos o respeito à lei, a igualdade de oportunidades e a possibilidade de nos expressarmos livremente.

Defendemos que os cidadãos brasileiros deixem de ter medo. Eu não sou nem nunca fui herói.

As circunstâncias da vida me levaram a este momento. Não me sinto herói.

Não tenho esse biotipo. Os amigos mais próximos dizem que, como não minto, sou “um mau político”.

Como não sorrio, sou um mau político. De fato, sorrio pouco.

Dizem também que tenho o mau hábito de falar o que sinto, de dizer sim quando é sim e não quando é não. E que, na política, é importante enganar.

Já dizia esse cidadão que aí está que é preciso enganar as pessoas. Eu não acredito nisso.

A boa política, a política com P maiúsculo, se faz com coerência, honestidade, lealdade, firmeza de propósitos, gratidão e solidariedade. E preciso dizer a vocês: não estou aqui por acaso.

A vida me proporcionou a oportunidade de conhecer Jair Messias Bolsonaro e conviver com ele. É preciso ter coragem de prestar esse testemunho, porque muitos se sentem constrangidos, compelidos e amedrontados.

O senso comum joga em outra direção. Só quem conviveu com ele sabe como o poder funciona: a chantagem contínua e permanente.

A necessidade de fazer concessões não pelo bem comum, pelo País ou pelo povo, mas pela conveniência de agradar grupos que não pensam nas instituições nem no povo brasileiro. Pensam apenas em seus próprios interesses e propósitos, que normalmente não convergem com as necessidades da população.

Vi um homem sitiado que teve a coragem de dizer não ao aparelhamento da máquina pública. Um homem que foi acusado de muitas formas, mas que ninguém pode chamar de corrupto.

Daí a necessidade de pacificarmos este país, um país que já teve mais de 40 processos de anistia. Falo aqui sobre aquilo em que acredito – e não o que fui aconselhado a dizer.

Muitos defendem que, para ganhar, os meios justificam os fins. Eu digo que, se os meios forem impróprios, contaminam os fins.

Eu os repilo. Não faço parte daqueles que pensam dessa forma.

É necessário estar em harmonia com a própria consciência, lutar sempre o bom combate, travar as discussões necessárias e se expor. É isso que se pede de um homem público: que ele se exponha, que seja inteiro, que não se esconda, que não faça de conta e que não fuja da luta democrática.

Porque, quando isso acontece, desertamos daqueles que acreditaram em nós. E falo de milhões de brasileiros que nos deram o que têm de mais importante: a confiança, por meio do voto.

É bom andar de cabeça erguida, estar do lado certo, olhar para os filhos e dizer que fizemos a nossa parte, que tentamos construir e edificar. E, mesmo quando as coisas não acontecem da melhor forma, quando aparecem obstáculos e o desconforto nos convida a desistir, digo a vocês: nós não podemos desistir do Brasil.

Não podemos desistir deste País. Quando me perguntam o porquê da nossa luta, quero relembrar um fato que me marcou profundamente.

Quando o Presidente Bolsonaro perdeu as eleições, eu havia combinado com a minha família passar 15 dias viajando. Tinha sido eleito no primeiro turno e trabalhado no segundo.

Mas ele perdeu as eleições e eu vim para Brasília no domingo à noite. Na manhã seguinte, estava no Palácio.

No segundo dia, depois de tudo o que ocorreu, ele me chamou junto com mais dois senadores que não estão aqui e cuja ausência vou respeitar. Perguntou se queríamos ser candidatos à presidência do Congresso Nacional.

Ele disse que precisava marcar uma posição, erguer uma trincheira, mostrar que estávamos vivos. Que aquilo que representávamos durante o processo eleitoral precisava permanecer.

Os dois declinaram. Eu não fui a primeira escolha.

Os três olharam para mim e eu disse: “Presidente, vamos à luta.” E fomos.

Travamos uma luta inglória, difícil, sem paridade de armas, em que o poder foi extremamente decisivo. Não tenho nenhuma mágoa nem ressentimento.

É assim que funciona o poder. Não tivemos êxito, mas fomos vencedores porque perdemos ganhando.

A disputa nos deu unidade, nos deu liga. Dos 17 senadores que chegaram, entre os 27 eleitos em 2022, 16 permaneceram na trincheira, na luta.

Não foram cooptados e continuam aí, altivos, de cabeça erguida, mantendo a mesma linha. Fomos tratados não como adversários, mas como inimigos.

Os vencedores não tiveram um gesto de aproximação. Comportaram-se como déspotas e impediram que participássemos das comissões e da Mesa Diretora.

Fomos punidos pela ousadia de disputar, por ousarmos nos insurgir contra um poder absoluto, contra um fato consumado. Como se a indignação, o contraditório, o diálogo e a dissidência fossem crimes.

Não são. E, na minha opinião, não serão.

Se Deus quiser, se o povo e os senhores senadores nos derem essa honra, seremos presidente do Congresso Nacional. E vamos tratá-los de forma diferente.

Vamos respeitar a proporcionalidade, a democracia e a dissidência. Porque, ao contrário do que dizem, nós somos democratas.

Respeitamos aqueles que pensam diferente de nós. Queremos o diálogo e o debate.

Não desumanizamos nem desqualificamos nossos adversários. Não dizemos que são caricaturas para nos sentirmos mais à vontade para retirar direitos, espezinhar ou zombar.

Se o Brasil precisa ser pacificado, o gesto normalmente deveria vir dos vencedores. Mas o gesto será nosso.

A presidência do Congresso vai nos dar a condição de destravar a pauta. Vamos permitir que o projeto de anistia daqueles que foram vitimados pela questão do 8 de janeiro seja apreciado pelos nossos pares.

E que a vontade soberana do povo, representada por senadores e deputados, seja exercida livremente. Sem coação de outros poderes, sem chantagem, sem extorsão, sem que ninguém pegue na mão de ninguém.

O que nos inspira é a nossa consciência, a sensação do dever cumprido, a honorabilidade, a respeitabilidade e a legitimidade do mandato parlamentar. E lhes digo: o Senado da República vai fazer valer a Constituição, que foi aviltada.

A inviolabilidade do mandato parlamentar não é um tema qualquer. Não é uma questão menor.

Trata-se de defender o parlamentar de perseguições, pressões e chantagens. De permitir que ele exerça o mandato com altivez, que fale o que sente e vocalize o sentimento do eleitor.

Porque, numa democracia representativa, quando vemos parlamentares amedrontados, com receio de falar o que sentem, não estamos numa democracia plena. Estamos numa democracia relativa.

E vamos trabalhar, com a nossa força, o nosso voto e a influência do Senado, para restabelecer plenamente a democracia no País. Ninguém vai a lugar nenhum sozinho.

Será necessária a nossa força, a nossa resiliência, a nossa solidariedade, o nosso poder de convencimento e a capacidade de aguentar as pressões que virão. As pressões do poder que seduz e daqueles que chantageiam os eleitos.

Vocês sabem de quem estou falando. São recados que não são dados à luz do dia.

São subreptícios e imorais, dignos daqueles que fazem a máfia neste País. Isso precisa ser repudiado.

Ninguém aprisiona a consciência. Temos que fazer respeitar o mandato, que não pertence a nós, mas ao povo brasileiro.

Perguntaram-me se eu seria um presidente monotemático, preocupado apenas em trabalhar pelo impedimento de ministros do Supremo Tribunal Federal. Não.

É evidente que não. Seremos uma presidência que, com o apoio dos nossos pares, fará cumprir a Constituição brasileira.

A Constituição diz claramente que todo poder emana do povo e que ninguém está acima da lei. Se a lei for descumprida e, especificamente, se a Lei de Responsabilidade for transgredida, não seremos omissos.

Cumpriremos nosso dever, com o devido processo legal. Essa é a resposta.

Não queremos enfrentamentos – mas seremos a barreira, o anteparo, a salvaguarda, a fronteira guarnecida para evitar a barbárie que se avizinha no nosso País. Temos um governo que praticamente cometeu os maiores crimes da nossa história do ponto de vista da improbidade administrativa.

Temos mais de 20 processos que pedem a cassação dessa chapa. Lembro que o presidente Bolsonaro foi acusado de abuso de poder por R$ 60 bilhões ou R$ 70 bilhões.

Lembro que o governador Cláudio Castro foi cassado por R$ 400 bilhões ou R$ 500 bilhões. Foram R$ 400 bilhões para comprar a consciência do povo brasileiro.

R$ 400 bilhões. E querem que nos calemos, que abramos mão dos nossos mandatos.

Não me retirem da tribuna, porque não irei me calar. Continuarei denunciando esses desmandos.

Mais de R$ 50 bilhões depois da apresentação da lei orçamentária. Hipócritas.

Sepulcros caiados. Acusam-nos daquilo que fazem.

São literalmente os ladrões que roubam a carteira na feira e saem gritando: pega ladrão! Apontam uma direção para encobrir seus próprios desmandos.

E por isso, Flávio Bolsonaro, a quem rendo minha homenagem neste momento, desde o princípio, no início da sua candidatura, protocolou uma PEC, em 2 de março deste ano, propondo o fim da reeleição, que se tornou um câncer no nosso país. Pela reeleição se mata e se morre.

Assistimos a um partido político que se apropriou do Estado brasileiro como um câncer, como uma metástase. Um partido que aparelhou as instituições, que as corrompeu e as desvirtuou.

E não pensem que minhas palavras são as de um radical. São as de um político que tem consciência do que está acontecendo neste país e não vai se calar.

Porque, se nos calarmos, estaremos traindo a nossa consciência, nossos filhos, aquilo que somos e quem representamos: o povo brasileiro. Não ousem ficar em silêncio.

Unidos, somos fortes. Sobre o fim da reeleição, o governo começa a fazer movimentos para querer votar a proposta.

Votaremos favoravelmente. Mas isso não é um fim em si mesmo.

Temos que ter coragem de reformar nossas instituições. E quero dizer que, eleito presidente do Congresso Nacional, o Senado vai cumprir seu papel de revisor do Parlamento brasileiro, de moderador das instituições e de propositor de legislação.

Mas seremos também um centro de estudos das políticas públicas no Brasil, para evitar o desastre anunciado de um presidente inconsequente e irresponsável, que está levando o Brasil à beira do precipício com sua irresponsabilidade fiscal. Tenho dito que o presidente Lula é um Robin Hood às avessas: dá com uma mão e tira com as duas.

Surrupia a esperança e o futuro do povo brasileiro com políticas irresponsáveis que empobrecem o Brasil e impedem nosso desenvolvimento sustentável. O aumento da dívida pública, os impostos que são colocados corriqueiramente, a forma irresponsável com que se lida com a administração pública, o aparelhamento da máquina e o número exponencial de cargos comissionados.

Cargos que servem não para ajudar o Estado a funcionar, mas para encher os cofres do PT, que cobra um dízimo de cada um desses cargos comissionados. Precisamos ter coragem de fazer a nossa parte para ajudar o Estado brasileiro a pelo menos sobreviver a esses quatro longos anos que temos pela frente.

E não falo isso como enfrentamento. Não seremos inconsequentes.

Não paralisaremos o governo. Pelo contrário, seremos a consciência necessária a um governo sem freios, sem pudores, que perdeu a conexão com a realidade e com a sociedade.

Um governo de um presidente rancoroso, que tem um retrovisor muito maior do que o para-brisa. Que ao vencer as eleições deste ano, a exemplo do que aconteceu quatro anos atrás, anuncia à nação que vai governar com um exército de Janones.

Um exército de mentiras, de fake news, de fanfarrice, de desqualificação. Um exército medíocre, bem à altura de quem se propõe a governar o Brasil pelos próximos quatro anos.

É dever do Senado da República fazer a diferença. Se projetos importantes, saudáveis e que fazem bem à sociedade brasileira chegarem ao Senado, vão contar com nosso apoio.

Faremos sempre a nossa parte, como fomos impedidos ontem [na votação da PEC da Segurança Pública] de fazer: melhorar, discutir, aperfeiçoar e eventualmente até rejeitar. Porque este é o papel do Parlamento brasileiro.

Discutir temas relevantes e fazer com que a sociedade tenha a possibilidade e as condições de participar de discussões qualificadas e com liberdade. Poderia entrar nesses temas, mas já falei muito.

Quero dizer o seguinte: confiem na minha firmeza de propósitos. O que me inspira é o Brasil.

Minha bandeira é a verde e amarela. Minha alma e meu coração estão entregues a este país.

A vida me deu a oportunidade de ser muito mais do que eu imaginava. Muito mais.

E, ao longo do caminho, fui conhecendo pessoas que me marcaram de formas diferentes. Por isso comecei falando de Jair Messias Bolsonaro.

Mas quero falar também de Flávio, com quem não tinha um contato tão estreito quanto tinha com seu pai. Ele me chamou e pediu que eu deixasse de ser candidato a governador do meu estado, um sonho de criança, para ajudá-lo na construção de uma candidatura.

Vi um jovem desprendido, que abriu mão de uma candidatura praticamente assegurada ao Senado pelo Estado do Rio de Janeiro. Abriu mão do conforto da sua casa e do seu lar e se colocou à disposição do país.

Recebeu mais de 3 mil ameaças de morte ou de agressão física. Percorreu o Brasil, cresceu, amadureceu, discutiu problemas importantes e relevantes.

Mostrou seu país e desconstruiu a imagem que se tinha de alguém que não tinha compromisso com o Brasil. E, ao final do processo eleitoral, sete minutos depois da promulgação do resultado, num país com mais de 200 milhões de habitantes e mais de 120 milhões de eleitores, vemos uma polícia aparelhada, num processo enviesado, propor medidas cautelares contra alguém que teve 60 milhões de votos.

Essa pessoa olha para sua família. Olha para o que aconteceu ao longo de quatro anos.

Olha para o pai preso, o irmão exilado, e toma uma decisão difícil para si e para sua família. Porque não imaginem que seja fácil fazer o que ele fez.

Cortar os laços e ir para outro lugar, buscar uma vida diferente, porque entendeu que, no nosso país, a Justiça não lhe é proporcionada com a mesma isenção e a mesma paridade que deveriam ser oferecidas ao conjunto dos cidadãos brasileiros. Digo isso com dor no peito, porque amo este País.

Defendo o Judiciário brasileiro. Quero muito que o Judiciário brasileiro seja um exemplo de imparcialidade.

E quero que nós, do Legislativo, não sejamos apenas desprendidos nas questões mais comezinhas, mas que estejamos prontos para dar a nossa parcela de contribuição ao País, cortando na própria carne. Olhem o que estou dizendo.

Não é para quem quer ganhar votos. É para quem diz a verdade.

Porque, se amamos este País, precisamos entender que não podemos ser uma ilha quando existe um oceano de adversidades para a população brasileira. É preciso ter coragem de renunciar, de fazer diferente, e de dizer aos outros poderes da República que também façam sua parte.

Porque estamos dispostos a fazer a nossa. Porque amamos este País.

E quero concluir minha fala agradecendo muito a todos vocês que estão aqui. Olhem o nosso tamanho.

Olhem uns para os outros. Vieram aqui 33 parlamentares, com mais dois participando online.

Nós estamos largando e temos, com certeza, mais de 40 votos hoje. Temos um número suficiente para vencer a eleição.

Mas, se perguntarem a qualquer analista político, eles dirão que o atual detentor do mandato é o favorito. Por quê?

Porque tem como cooptar. E como vai cooptar? Com um sorriso bonito? Com um abraço fraterno? Com tapinhas nas costas? Com um beijinho?

Não. É porque eles não dizem o que não podem dizer.

Vai cooptar com verbas? Com recursos? Com vantagens, ocupação de cargos e sinecuras no atual governo? Espero, de verdade, e tenho certeza disso, que nós aqui estamos blindados.

E aí vem a outra parte: um governo que olha para nós como inimigos, não como adversários políticos. Um governo que tem dificuldade de conviver com o contraditório.

Dizem que são democratas, mas no fundo são totalitários. Não conseguem entender que alguém possa fazer uma crítica.

O primeiro ato desse governo foi a criação do Ministério da Verdade na AGU, para perseguir adversários políticos. Este governo vai mover céus e terras.

Vai tentar comprar a consciência dos senhores. Mas não vai conseguir.

Não vamos nos render à chantagem, à pressão nem às vantagens. Porque é isso que o povo brasileiro espera de nós.

Estou muito feliz porque estamos aqui entre irmãos. Irmãos de ideais, irmãos de propósitos.

Todos que estão aqui vieram pelas mãos, pela consciência e pelo voto de pessoas que pensam parecido. Podemos ter visões de mundo diferentes, mas somos um só.

E deste lado está a democracia, o respeito à diferença, o respeito à Constituição, o respeito à liberdade, o respeito ao livre-arbítrio e o desejo de que o Brasil volte a nos orgulhar. Não apenas a nós, mas ao conjunto dos brasileiros.

E o nosso exemplo vai fazer essa diferença. Deus abençoe todos vocês e o Brasil.

Publicação Original Brazil Journal braziljournal.com
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