O Ministério da Saúde enviou mais duas mil doses da vacina contra a Mpox ao estado do Rio de Janeiro. A medida acontece depois de um aumento repentino dos casos.
A expectativa é controlar o avanço antes das festas de fim de ano, quando pode acontecer uma maior circulação do vírus. Ainda não exxite uma data confirmada para a distribuição aos municípios e a chegada das vacinas aos postos de saúde, mas com a nova remessa, o estado passa a contar com quase 4 mil doses distribuídas só em 2026.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 665 casos notificados de Mpox até outubro deste ano. Desse total, 218 foram no estado do Rio, oq que representa mais de 32% dos casos.
A doença é causada por um vírus e pode ser transmitida pelo contato direto com lesões na pele, secreções e objetos contaminados. O especialista em doenças Infecciosas, Renato Kfouri alerta para os principais sintomas.
"A Mpox é causada por um vírus que é semelhante ao da catapora, da mesma família, causando lesões bolhosas pelo corpo, febre, mal-estar, dor de cabeça e, algumas vezes, levando a quadros mais graves. A transmissão ocorre de pessoa para pessoa, mas não através da respiração.
É preciso contato direto com as lesões, o que torna a doença de mais difícil transmissibilidade do que uma gripe" Em 2022 o país enfrentou um surto da doença, com mais de 10mil infecções.
Naquele ano, o estado do Rio teve cerca de 1.300 casos. Desde então, os registros nacionais diminuíram, mas voltaram a apresentar esse aumento em 2026, principalmente durante o mês de setembro.
A vacinação continua restrita aos grupos prioritários. Entre eles estão pessoas que vivem com HIV e apresentam imunidade comprometida, profissionais de laboratório que trabalham diretamente com o vírus e pessoas que tiveram contato de médio ou alto risco com casos suspeitos ou confirmados da doença.
Pessoas que utilizam a PrEP, medicamento de prevenção ao HIV, também podem ser incluídas quando há doses excedentes. O esquema de vacinação prevê duas doses, com intervalo de 28 dias entre elas.
O Ministério da Saúde afirma que mantém o monitoramento da doença em conjunto com estados e municípios. A pasta também disse que o Sistema Único de Saúde está preparado para diagnosticar, tratar e acompanhar os pacientes diagnosticados com o vírus.
CBN