Risco de incêndio e nota zero: o resultado alarmante do Chery Tiggo 2 no teste de colisão

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O SUV compacto Chery Tiggo 2 amargou o pior resultado possível nas avaliações de segurança viária promovidas pelo Latin NCAP. Sob as diretrizes e exigências atualizadas do protocolo de 2026, o modelo obteve zero estrelas ao demonstrar deficiências graves na preservação da integridade física dos ocupantes.

Embora tenha tido sua fabricação encerrada em Jacareí, no interior de São Paulo, pela Caoa Chery — onde também foi derivado o Tiggo 3X —, o veículo continua sendo comercializado em diversos países da América Latina e no México, segundo a CNN. A avaliação técnica apontou índices zerados de proteção tanto para ocupantes adultos quanto para crianças, registrando pontuações parciais reduzidas apenas nos quesitos de proteção a pedestres e assistentes de condução.

Durante o ensaio de impacto frontal, a perícia especializada identificou instabilidade crítica na estrutura da carroceria e deformação excessiva na área dos pedais. O relatório emitido pela instituição destacou ainda a perda total de pontos devido ao risco iminente de incêndio pós-colisão e à elevada compressão no tórax do motorista.

Mesmo contando com quatro bolsas de ar infláveis e controle eletrônico de estabilidade de fábrica, o conjunto não foi suficiente para garantir índices mínimos de proteção passiva. A ausência de equipamentos como airbags de cortina para proteção lateral de cabeça, limitadores de carga nos cintos do banco traseiro e sistemas semiautônomos de frenagem pesou contra a pontuação final.

O desempenho negativo reacendeu o debate sobre os padrões de construção e equipamentos de segurança oferecidos por fabricantes globais nos mercados emergentes. O resultado coloca a montadora sob escrutínio de órgãos de defesa do consumidor e entidades do setor automotivo em toda a região.

Especialistas alertam que a evolução constante dos testes de colisão visa pressionar a indústria a padronizar itens de proteção essenciais em todas as faixas de preço. A expectativa é que as futuras gerações de veículos da marca passem por reformulações estruturais profundas para atender aos novos requisitos de homologação.

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