Ricardo Confessori revê seu papel no Angra: "Muito cacique para pouco índio"

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Por Gustavo MaiatoPostado em 08 de novembro de 2026 Depois de mais de três décadas de estrada, Ricardo Confessori voltou a estudar.

O baterista vem tendo aulas de guitarra, teoria, harmonia e escalas, e diz que esse conhecimento mudou a forma como enxerga o próprio passado. O assunto surgiu em entrevista a Gustavo Maiato, do Whiplash.Net.

A conversa aconteceu durante a divulgação de "Realm Breaker", seu primeiro álbum solo, lançado em 31 de outubro nas plataformas digitais e em CD. Perguntado se teria desempenhado outro papel nos discos de Angra e Shaman com o que sabe hoje, Confessori não fugiu da autocrítica.

Ao mesmo tempo, lembrou que dividia o espaço criativo com colegas de formação acadêmica, alunos dos mesmos professores da Santa Marcelina. Ele também contou que muito do que tocava naquela época vinha da intuição, e não da teoria.

"Acho que eu poderia ter contribuído mais. Sim, com certeza.

Apesar que lá tinha muito cacique para pouco índio. Tinha cara formado em composição, em regência.

O Kiko foi ter aula de harmonia com os caras da Santa Marcelina, os mesmos que deram aula para o Andre e para o Rafael. [...] Muitas coisas que o Angra usava eu peguei meio de ouvido.

Muitas coisas eu tô descobrindo agora que eu sabia, mas eu pegava de ouvido." O músico ponderou, porém, que a criatividade não depende só de técnica.

Para ele, o que pesa mesmo é a disposição para experimentar até encontrar a melhor ideia. "A criatividade também não tá presa só a esses conhecimentos.

Às vezes uma coisa simples, um modo eólio ali, é tão bom quanto as peripécias. [...] Eu escrevi meu álbum porque também é trabalho.

Não é só saber. Você tem que sentar na cadeira e ficar ali experimentando", disse.

Todo esse aprendizado foi parar em "Realm Breaker". Confessori escreveu as oito canções do disco, com dicas do produtor Thiago Larenttes, que também gravou guitarras, baixo e orquestrações.

O álbum tem 12 faixas, sete delas lançadas como singles desde 2023. As participações incluem Fabio Caldeira, Carlos Zema, Mizuho Lin e Bruno Sutter.

Publicação Original Whiplash whiplash.net
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