Review The Dark Queen of Motorholme | Neste soulslike, você é o chefe final

 

Fonte:


O fim de ano chegou e nada melhor do que encontrar jogos mais curtos para aproveitar algumas pausas entre a interação familiar e festas. Procurei esse tipo de game em muitos lugares, mas foi no Indie Game Awards 2025 que achei ouro. 5 jogos ofuscados por lançamentos AAA em 2025 que você precisa jogar 10 melhores jogos indie para jogar no PC Diferente do The Game Awards, que conta com algumas categorias batidas e que até envelheceram mal, o IGA opera em outro sistema. Entre as várias categorias, há uma específica que premia jogos indie curtos. Foi aí que conheci o fantástico CARIMARA: Beneath the Forlorn Limbs e o criativo The Dark Queen of Mortholme. Já conhecia este último por cima via Itch.io, então dei uma olhada no Steam e ele estava saindo bem em conta, por cerca de R$ 8. -Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.- Para quem não conhece, The Dark Queen of Mortholme é um soulslike 2D em que somos o boss final e temos de enfrentar o incansável (ou quase) herói. A ideia é fantástica justamente porque sempre estivemos do outro lado: agora, você pode controlar a toda-poderosa chefe final e usar todo o arsenal sombrio para subjugar o herói. Mas, afinal, essa ideia deu certo? Prós Conceito criativo; Diálogos inteligentes e narrativa recompensadora; Bom custo-benefício; Visuais em pixel art. Contras Repetitividade; Problemas técnicos como input lag e de hit box; Dificuldade injusta. The Dark Queen of Motorholme coloca os jogadores como o chefe final The Dark Queen of Mortholme é um jogo sobretudo de narrativa, apesar do combate soulslike desempenhar um papel importante aqui. A ação toda acontece em uma sala de chefe com um trono digno do título de "Rainha Sombria". The Dark Queen of Motorholme foi indicado a Melhor Jogo Curto no Indie Game Awards 2025 (Divulgação/Mosu, Monster Theater) Somos a vilã final, então, logo de cara, humilhamos o jogador com palavras e com nossa força. No entanto, para a surpresa da Rainha, o herói retorna um pouco mais perspicaz a cada vez que o derrotamos. A Rainha Sombria jamais deixou seu trono, jamais explorou lugares ou sequer teve sonhos além de cumprir o papel que lhe foi imposto: proteger seu reinado. Pouco a pouco, o herói vai entrando na cabeça da vilã com essas ideias, que pode escutar o jogador ou ofendê-lo orgulhosamente até o fim. Narrativa compensa em pouco mais de 30 minutos de gameplay The Dark Queen of Mortholme oferece múltiplos finais e, o mais importante, múltiplas escolhas de diálogo! Não espere nada ao nível de Telltale ou Adhoc, afinal, trata-se de um soulslike 2D com duração média entre 30 e 50 minutos. Mecanicamente, vamos ganhando alguns poucos poderes com o passar do tempo e dependendo de nossa barra de saúde. No entanto, chega um momento em que o herói já prevê todos os seus movimentos e fica impossível acertá-lo. The Dark Queen of Motorholme conta com suporte a controles (Divulgação/Mosu, Monster Theater) Daí percebemos o quão injustas são essas lutas finais. Claro que, na maioria das vezes, estamos falando de um chefe que cometeu atrocidades na lore do jogo — tiranos egoístas e tudo mais. Mas ficar do lado dos malvados aqui é bem frustrante. A recompensa narrativa e os diálogos inteligentes não duram para sempre, ficando um pouquinho monótono, principalmente para os impacientes. Essa frustração acaba saindo um pouco do controle conforme vamos progredindo no game. Apesar de curto, ele começa a se tornar repetitivo rapidamente. A recompensa narrativa e os diálogos inteligentes não duram para sempre, ficando um pouquinho monótono, principalmente para os impacientes. The Dark Queen of Motorholme frustra demais até para um soulslike A situação aperta ainda mais se você quiser fazer o 100% do jogo e explorar seus outros finais. Embora pareça improvável, é possível derrotar o herói em The Dark Queen of Mortholme, mas apenas com macetes. Nesse sentido, o jogo é extremamente linear: fica simplesmente impossível derrotá-lo em uma batalha franca, principalmente pela repetição desenfreada. Não se assuste se você passar por algum problema de input lag ou mesmo hit box quebrada do herói, o que envelhece o jogo como leite no sol de 40°C. The Dark Queen of Mortholme sofre com repetitividade e problemas técnicos (Divulgação/Mosu, Monster Theater) Felizmente, os gráficos em uma boa pixel art, principalmente no design de nossa chefe final, não enjoam tão rápido, sendo agradáveis até o fim. O diálogo, apesar de suas quedas, também ajuda muito a levar The Dark Queen of Mortholme, que tem finais muito satisfatórios, diga-se de passagem. No fim, ser um chefe de soulslike é divertido  O saldo final de ser um chefe de soulslike é positivo, principalmente se levarmos em conta as avaliações da experiência no Steam. E "experiência", aqui, é uma palavra mais do que correta. Não entre em The Dark Queen of Mortholme pensando ser um jogo totalmente completo e mecanicamente agradável.   Vale ressaltar que o título está disponível em português do Brasil, com um errinho aqui e acolá de localização e escrita, mas nada muito grave ou que comprometa a narrativa proposta pelos desenvolvedores. Me pergunto se o criador do jogo, Mosu Äijälä, e o pessoal da Monster Theater — desenvolvedora e publisher que trabalha em jogos curtos — têm como objetivo elevar The Dark Queen of Mortholme para uma experiência 3D mais próxima do que vimos em jogos Souls da FromSoftware.  Leia também no Canaltech: 8 ótimos jogos soulslike que você precisa jogar Frustração positiva: Por que gostamos de sofrer em jogos soulslike? Vale a pena? Elden Ring Nightreign abandona tradição do soulslike por velocidade Leia a matéria no Canaltech.