Contas, campanhas e ações sociais para levar dignidade aos profissionais que tanto contribuíram com a cultura e o setor audiovisual no Brasil. Esta é a realidade e bandeira de luta do ator Stepan Nercessian, que é também presidente do Retiro dos Artistas.
Em entrevista ao site O Globo, ele conta que já teve que recorrer a agiota para manter as finanças em dia e relata as dificuldades que já enfrentou para administrar o local. “A conta de luz gira em torno de R$ 30 mil.
O gasto mensal com água é de cerca de R$ 20 mil. Temos requisitos do Ministério Público, que exige psicólogo, assistente social… Tudo isso onera a folha de pagamentos, e sempre há um déficit.
Não estamos no pior momento, mas é sempre delicado, já que a doação depende de quem doa e pode ser suspensa a qualquer momento”, relata. Ele destaca alguns nomes que sempre apoiaram a instituição.
No entanto, afirma que já teve mágoa de quem se recusava a visitar um local que tem tanto a dizer sobre a realidade dos veteranos no Brasil: “Esse estigma está sendo quebrado. Muitos colegas tinham medo de visitar o retiro achando que seria um asilo, um lugar deprimente.
Mas perceberam que, pelo contrário, as pessoas ali vivem um momento especial da vida. A corrente de apoio está crescendo, e muita gente está nos ajudando”.
O ator celebra o interesse do público e dos colegas pelo local, que fica em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. “Marieta Severo, Gloria Pires, Ana Beatriz Nogueira… Ney Latorraca, com sua herança… Fernanda Montenegro é uma parceira constante.
Boni merece ser destacado como um grande parceiro”. Por fim, Stepan lembra que a contribuição pode vir de várias formas, além de dinheiro: visitas e conversas com os residentes são importantes para quem vive lá.
“Quando você cuida de uma instituição dessas, a pior coisa é o sentimento de solidão. Não estou reclamando, mas ansiamos por mais pessoas interessadas”.
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