Relógios inteligentes podem superestimar calorias gastas no treino, aponta estudo

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Relógios inteligentes podem exagerar o número de calorias queimadas durante o exercício. Em um teste de laboratório, Garmin e Samsung superestimaram o gasto. O Apple Watch também ficou acima da referência, mas com uma diferença menor. O Fitbit apresentou leituras irregulares. O teste reuniu 58 adultos hispânicos, com idade média de 23 anos. Cada voluntário usou um Apple Watch Series 8, um Fitbit Sense 2, um Samsung Galaxy Watch 5 e um Garmin Forerunner 955 durante uma sessão de bicicleta ergométrica. Um analisador metabólico mediu o gasto energético pela respiração e serviu como referência para os quatro relógios. Os resultados foram publicados na revista científica PLOS One. Garmin marcou 69 calorias a mais O Garmin registrou, em média, 68,6 calorias acima da medição de laboratório. A diferença foi de 56,8 calorias no Samsung e de 21,6 calorias no Apple Watch. A sessão durou 20 minutos: cinco de repouso, dez de exercício e cinco de recuperação. O modo de ciclismo dos relógios permaneceu ligado durante todo o período. Em termos percentuais, a mediana dos erros ficou entre aproximadamente 15% e 25%, conforme o aparelho. Com as leituras consideradas inválidas fora da análise, o Fitbit ficou apenas 3,1 calorias acima da referência. Sete registros do relógio, cerca de 13% do total, haviam superado em mais de 450% o valor medido pelo analisador metabólico. Se esses dados forem incluídos, a diferença média do Fitbit sobe para 128,6 calorias, a maior do teste. O artigo não considera a média obtida após a filtragem uma demonstração de maior precisão do aparelho. Relógios erraram mais em pessoas com mais gordura corporal Nos quatro modelos, os erros foram maiores entre os participantes com maior percentual de gordura corporal. A intensidade da diferença variou entre as marcas. A pesquisa não identificou a origem desse resultado. As fabricantes não divulgam os algoritmos nem os dados usados para calibrar as estimativas de calorias. O tom de pele não teve relação consistente com os erros. Apenas quatro participantes pertenciam ao grupo de pele mais escura incluído no teste, o que limitou essa análise. O experimento se restringiu a uma sessão de ciclismo e aos quatro modelos avaliados. Corrida, musculação e atividades cotidianas não foram testadas. Para quem usa o relógio para controlar o peso, as calorias marcadas a mais entram na conta do déficit calórico. “Você pode errar por centenas de calorias a cada semana e acabar em superávit quando pensa estar em déficit”, afirmou Jason Kostrna, líder da pesquisa e professor associado da Florida International University. Mais Lidas

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