Relatório internacional aponta piora na opressão contra cristãos em 18 países

Relatório internacional aponta piora na opressão contra cristãos em 18 países - Foto
Fonte da notícia: Gazeta do Povo (Mundo) Gazeta do Povo (Mundo)

O relatório Perseguidos e Esquecidos?, da instituição Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), revela que a situação dos cristãos se agravou em 55% dos países analisados entre agosto de 2024 e junho de 2026. Atualmente, cerca de 220 milhões de pessoas dessa fé estão expostas à perseguição mundial, motivada por regimes autoritários, extremismo religioso e conflitos na África, Ásia e América Latina.

Dados recentes indicam que 220 milhões de cristãos enfrentam perseguição direta globalmente. O assédio contra esse grupo, que inclui desde insultos verbais até assassinatos, foi registrado em 165 países no ano de 2023, um aumento em comparação aos 160 países listados em 2021.

O relatório destaca que não houve melhora em nenhuma das nações avaliadas. A análise reforça que os cristãos sofrem opressão em mais territórios do que qualquer outro grupo religioso, tornando essencial a divulgação dessas histórias para pressionar por mudanças nas esferas política e social.

Em países com regimes autoritários, a perseguição atingiu níveis sem precedentes, muitas vezes alimentada por uma aversão ao Ocidente. Na China, as autoridades endureceram o controle para forçar as doutrinas religiosas a seguirem os ideais comunistas, resultando em prisões de clérigos e fechamento de igrejas.

Na Nicarágua, o governo confiscou instituições e exilou líderes religiosos, chegando a impedir a entrada de Bíblias no país. Já no Irã, o número de cristãos presos dobrou em apenas um ano, refletindo uma campanha de repressão intensificada contra as minorias de fé.

A África Subsaariana, especialmente a região do Sahel, tornou-se um dos epicentros da violência. Países como Nigéria, Burkina Faso, Mali e Níger sofrem com ataques de grupos extremistas que controlam largas fatias do território.

Nesses locais, os moradores são coagidos a seguir costumes islâmicos rigorosos, sob pena de expulsão ou execução pública. A prática da fé cristã, quando permitida pelos insurgentes, fica restrita ao interior dos templos, sendo proibido o ensino religioso para as crianças.

O cenário é comparado aos piores momentos da violência extremista no Oriente Médio. A ACN e outras lideranças pedem que as Nações Unidas e todos os governos apliquem rigorosamente o Artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que garante a liberdade de religião e consciência.

O objetivo não é obter privilégios, mas interromper sequestros, prisões injustas baseadas em leis de blasfêmia aplicadas de forma arbitrária e a perda de empregos por motivação religiosa. O Papa Leão XIV reforçou que essa liberdade é o alicerce de uma sociedade justa, sendo uma condição necessária para que a reconciliação e o respeito mútuo existam entre os povos.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Publicação Original Gazeta do Povo (Mundo) gazetadopovo.com.br
Acessar no site oficial
Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →