O ministro da Agricultura, André de Paula (PSD), afirmou que, com a reeleição do presidente Lula, a Pasta conseguirá manter políticas que representaram avanços para o setor nos últimos anos. Ele ressaltou a importância da postura de “estadista” do mandatário do país, principalmente nas relações comerciais mundo afora, para os resultados recorde das exportações do setor nos últimos anos.
Questionado sobre a possibilidade de continuidade à frente da Pasta no próximo mandato, o ministro disse que esse é um tema que o presidente Lula vai discutir e pensar à luz das novas correlações de forças que saíram das urnas em outubro. André de Paula assumiu o Ministério da Agricultura em abril deste ano, após a saída Carlos Fávaro, que se desincompatibilizou para disputar o Senado por Mato Grosso.
Antes, havia comandado o Ministério da Pesca e Aquicultura. “Estou muito feliz.
Acredito muito no trabalho que estamos realizando no Ministério da Agricultura. Tenho muito convencimento e alegria grande de que quem quer que esteja à frente do ministério no próximo governo, com orientação do presidente Lula, vai conseguir seguir tocando políticas que foram importantes e representaram avanços para o agro”, afirmou à reportagem na noite deste domingo (25/10).
André de Paula ressaltou os resultados da balança comercial do agronegócio brasileiro, as aberturas de mercado nos últimos três anos e dez meses e o pragmatismo adotado pelo governo nessa relação com países importadores. “O presidente Lula tem postura para defender interesses comerciais do Brasil de estadista, ele não mistura comércio com ideologia, com partido, com afinidade com um ou outro país”, destacou.
“Nunca avançamos tanto na relação comercial com a China, que compra cinco vezes mais que os Estados Unidos compram”, afirmou. Em 2025, os chineses compraram US$ 55 bilhões do agronegócio brasileiro.
Globo Rural