247 – O presidente do Equador, Daniel Noboa, defendeu neste domingo (25) uma maior cooperação entre os países da América do Sul após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial brasileira. Ao comentar o cenário regional, o direitista afirmou que os países enfrentam “inimigos comuns” e “desafios compartilhados” e ressaltou os benefícios de uma atuação conjunta.
O petista recebeu 51,79% (64,2 milhões), contra 48,21% (59,8 milhões) do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato da extrema direita. “Nossa região tem inimigos comuns, desafios compartilhados e muito a ganhar quando trabalhamos juntos”, afirmou Daniel Noboa, que não detalhou quais seriam os “inimigos comuns” mencionados.
A manifestação coloca a cooperação regional como ponto central da relação entre os países sul-americanos. O presidente do Equador e Lula mantêm diferenças políticas, mas os dois governos já defenderam publicamente a ampliação das relações bilaterais.
Durante o encontro realizado em Brasília em 2025, Lula afirmou que o fortalecimento dos vínculos com os países vizinhos representa uma prioridade da política externa brasileira. O presidente brasileiro também havia reconhecido a reeleição de Noboa no Equador em abril de 2025.
Na ocasião, Lula afirmou que o Brasil continuaria trabalhando com o país vizinho em defesa do multilateralismo, da integração sul-americana e do desenvolvimento sustentável da Amazônia. Lideranças globais se pronunciam
Também parabenizaram o presidente brasileiro algumas lideranças internacionais como os presidentes da Bolívia, Rodrigo Paz, de Cuba, Miguel Díaz-Canel, do Paraguai, Santiago Peña, do México, Claudia Sheinbaum, e do Uruguai, Yamandú Orsi. Outras manifestações de apoio à reeleição do petista vieram do governador da Califórnia, Gavin Newsom, do senador Bernie Sanders, do ex-presidente colombiano Gustavo Petro, da ex-presidenta argentina Cristina Kirchner e do ex-presidente chileno Gabriel Boric.
Na repercussão pela imprensa, o resultado da eleição presidencial brasileira foi destaque em jornais internacionais como o The Guardian, o Washington Post e a BBC. Repercussão no Brasil
No Brasil, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, defendeu respeito à vontade popular após o resultado da apuração. Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), também comentaram o resultado.
Outro comentário partiu do presidente do Tribunal Superior Eleitoral brasileiro (TSE), Nunes Marques. O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), também comentou o resultado.
Assim como Raquel, o petista foi reeleito, ao receber 55% dos votos (mais de 4,6 milhões) no primeiro turno. Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) foram eleitos senadores pelo estado.
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), também comentou a eleição. No primeiro turno, ela foi reeleita, com 53% dos votos (2,8 milhões).
Em segundo lugar ficou o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), com 44% (2,3 milhões). Para o Senado, os pernambucanos elegeram Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT).
O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) foi outra liderança que destacou a importância do projeto defendido pelo presidente Lula. O parlamentar foi o quinto deputado mais votado em Minas Gerais nas eleições deste ano – recebeu 185 mil votos.
O estado elegeu Cleitinho Azevedo (Republicanos) como governador – 55% (6,3 milhões) dos votos. Patrus Ananias (PT) ficou em segundo – 26% (3 milhões).
Os senadores eleitos entre os mineiros foram Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT). A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) defendeu a importância do projeto de governo do presidente Lula.
Ela recebeu 173 mil votos e foi reeleita. Zucco (PL) foi eleito com 58% (3,5 milhões).
O estado elegeu Ubiratan Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem (Novo) para o Senado. Felicitaciones @LulaOficial por esta victoria.
Nuestra región tiene enemigos comunes, desafíos compartidos y mucho por ganar cuando trabajamos juntos.— Daniel Noboa Azin (@DanielNoboaOk) October 26, 2026
Brasil 247