Problemas de caixa e cobranças de fornecedores aceleraram a retração de uma rede que dependia de dezenas de pontos de venda. Em fevereiro de 2017, a Nakumatt mantinha cerca de 60 lojas espalhadas pela África Oriental; em setembro de 2018, restavam seis.
A rede do Quênia passou por supervisão voluntária, vendeu seus ativos remanescentes e chegou à dissolução aprovada pelos credores em janeiro de 2020. A rede passou de 60 unidades em fevereiro de 2017 para seis em setembro de 2018.
A queda ocorreu em meio a problemas de gestão, perda de fôlego financeiro e dificuldades para manter pagamentos a fornecedores e proprietários dos imóveis. A expansão regional havia levado a Nakumatt a operar em diferentes mercados da África Oriental.
Quando a crise se agravou, o fechamento de lojas reduziu sua presença comercial e enfraqueceu a capacidade de sustentar a operação que antes alcançava dezenas de pontos de venda. No início de 2018, a Nakumatt recorreu à supervisão voluntária para buscar proteção contra credores e tentar reorganizar as finanças.
Esse mecanismo permitia que um administrador acompanhasse a empresa enquanto se avaliavam alternativas para evitar a liquidação imediata. A rede enfrentava cobranças de fornecedores, bancos e proprietários de imóveis.
A falta de pagamentos também afetava a continuidade das lojas, pois supermercados dependem de abastecimento regular, contratos de locação e capital para manter estoques e despesas diárias. As seis filiais que ainda restavam foram vendidas à concorrente Naivas.
A operação envolveu os ativos remanescentes da Nakumatt e foi avaliada em 422 milhões de xelins quenianos, valor destinado ao processo de administração e à distribuição entre credores. A venda não significou que a Nakumatt tivesse recuperado a capacidade de operar.
Os estabelecimentos passaram para outra rede, enquanto a empresa original continuou sujeita ao processo de insolvência e à decisão dos credores sobre seu encerramento. Os marcos que ajudam a separar a retração comercial do fim jurídico são:
Em 7 de janeiro de 2020, os credores votaram pela dissolução da antiga rede depois que as tentativas de recuperação fracassaram. A votação marcou uma etapa diferente dos fechamentos de lojas, que já haviam reduzido a operação nos anos anteriores.
O administrador indicado pela Justiça apresentou a proposta de liquidação aos credores. A votação reuniu bancos, fornecedores e proprietários de imóveis, que precisavam decidir como encerrar a empresa e destinar os recursos obtidos com a venda dos ativos.
Sim. A Nakumatt havia ampliado suas atividades para além do Quênia, com operações também em Uganda, Tanzânia e Ruanda.
A presença em vários países fazia parte da expansão regional que antecedeu a crise financeira. O recuo, portanto, não se limitou a um único mercado nacional.
A rede perdeu unidades em diferentes países enquanto enfrentava dificuldades para manter fornecedores, imóveis e estoques, até concentrar seus ativos remanescentes no processo de insolvência. Não.
A redução das filiais foi uma etapa operacional, enquanto a dissolução exigiu uma decisão dos credores e o encaminhamento da liquidação. A venda das seis unidades restantes transferiu ativos para a Naivas, mas não reativou a empresa original.
A expansão comercial atravessou o Quênia e mercados vizinhos, mas a crise se agravou em toda a região. Em janeiro de 2020, os credores votaram pela dissolução, etapa registrada na decisão de liquidação da Nakumatt.
O Antogonista