No preço do café desta semana, quem puxou a fila foi o mais barato. A saca de café robusta foi a que mais andou.
O Indicador do Café Robusta CEPEA/ESALQ fechou a terça, 3 de novembro de 2026, em R$ 975,32 por saca de 60 quilos. Em 23 de outubro de 2026, a mesma saca de café robusta valia R$ 936,73 no indicador, que mede o café tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo.
A alta foi de R$ 38,59 por saca, ou 4,1%. Já o café arábica quase não saiu do lugar.
O indicador do Cepea, que acompanha o café tipo 6, bebida dura para melhor, posto na cidade de São Paulo, marcou R$ 1.601,95 em 23 de outubro de 2026 e R$ 1.611,06 em 3 de novembro de 2026. Subiu R$ 9,11 por saca, menos de 1%.
E aqui entra o dólar. No mesmo intervalo, a cotação de venda da PTAX passou de R$ 5,0377 para R$ 5,4935, pelos dados abertos do Banco Central.
O salto maior veio de uma vez só. Na sexta, 23 de outubro de 2026, a PTAX de venda fechou em R$ 5,0377.
Na segunda, 26 de outubro de 2026, o dia útil seguinte, saiu a R$ 5,5007. São 46 centavos a mais por dólar, uma alta de 9,19% em um único dia útil.
Depois o dólar recuou um pouco e voltou a subir. A tabela mostra o caminho, dia a dia, pelos números do Banco Central.
No mesmo dia 26, o café subiu em reais. O arábica do Cepea subiu 1,59% naquela segunda, para R$ 1.627,46.
O robusta subiu 1,91%, para R$ 954,64. Foram as maiores altas diárias dos dois indicadores entre 23 de outubro de 2026 e 3 de novembro de 2026.
O Cepea publica o preço da saca de café em duas colunas: em reais e em dólar. É aí que a história vira.
Na coluna em dólar, o café arábica valia US$ 320,90 em 23 de outubro de 2026 e US$ 293,73 em 3 de novembro de 2026. Em dólar, a saca de café arábica perdeu US$ 27,17, uma queda de 8,5%, enquanto em reais ganhou 0,6%.
É a mesma saca, no mesmo armazém, contada em duas moedas. A conta é simples.
Quando cada dólar custa mais reais, o mesmo número de reais compra menos dólares. O produtor que vende em reais recebeu praticamente o mesmo pela saca, mas quem faz a conta em dólar passou a ver um café mais barato.
O robusta seguiu o mesmo desenho, com mais força do lado do real. Em dólar, a saca de café robusta foi de US$ 187,65 para US$ 177,82, queda de 5,2%, e em reais subiu 4,1%.
 Um lote de 100 sacas é uma boa régua para o pequeno e o médio cafeicultor.
Com os preços do Cepea, a conta fica assim. No valor do lote em reais, o robusta subiu quatro vezes mais que o arábica.
Foram R$ 3.859 contra R$ 911, mesmo com o arábica valendo R$ 635,74 a mais por saca em 3 de novembro de 2026. Essa distância entre os dois cafés encolheu.
Em 23 de outubro de 2026, a saca de café arábica custava R$ 665,22 a mais que a de robusta. Onze dias depois, a diferença caiu R$ 29,48.
Parece pouco, mas no quilo dá para sentir. Pelo indicador de 3 de novembro de 2026, o quilo do café arábica sai a cerca de R$ 26,85.
O quilo do robusta, a R$ 16,26. 
O milho foi, com o mesmo desenho do café. O Indicador do Milho ESALQ/BM&FBovespa subiu de R$ 64,27 para R$ 66,19 por saca de 60 quilos entre 23 de outubro de 2026 e 3 de novembro de 2026, alta de 3%.
Na coluna em dólar do mesmo indicador, a saca de milho foi de US$ 12,87 para US$ 12,07, uma queda de 6,2%. O algodão em pluma também subiu em reais.
O Indicador do Algodão em Pluma CEPEA/ESALQ, prazo de 8 dias, passou de 404,71 para 410,91 centavos de real por libra-peso no mesmo intervalo, alta de 1,5%. Para quem vende em reais, o café arábica ficou praticamente onde estava, e o robusta do Espírito Santo ganhou R$ 38,59 por saca.
Para quem olha o preço em dólar, as duas sacas ficaram mais baratas. Na quarta, 4 de novembro de 2026, a PTAX de venda saiu a R$ 5,4778, ainda acima dos R$ 5,0377 de 23 de outubro de 2026.
O próximo indicador do Cepea mostra se a saca de café segue o mesmo caminho.
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