‘Quero seu corpo’: ex-presidente de comunidade espírita suspeito de violência sexual enviava áudio a mulheres com teor sexual

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Fonte da notícia: G1 G1

Veja como agia ex-presidente de centro espírita investigado por violência sexual O ex-presidente de uma comunidade espírita em Goiânia Moacir Mendanha Castelo Branco, de 75 anos investigado por suspeita de violência sexual enviava áudios com conteúdo explícito a mulheres, aproveitando-se da vulnerabilidade social e emocional de frequentadoras do centro (ouça áudio acima).

O Ministério Público cumpriu mandados de busca e aprensão nesta terça-feira (27). "Você é a coisinha linda do Moacir.

Você me entende. Meu tesãozinho, meu amor.

Viu, meu bem? Quero você, o seu corpo, tudo. Eu sou esquisito mesmo.

Eu sou daqueles fechadão, esquisito. Mas eu te quero, eu te amo", disse Moacir.

A defesa do suspeito não foi localizada. A TV Anhanguera ligou para Moacir, mas ele não atendeu a emissora.

Segundo a TV, ele não foi preso, mas medidas cautelares foram impostas a ele, como não se aproximar de instituições religiosas durante essa investigação. Também houve a quebra do sigilo telefônico decretado pela Justiça, de acordo com a emissora.

A diretoria do centro formalizou o afastamento de Moacir junto à Federação Espírita de Goiás em julho. A unidade onde os fatos ocorreram, no Jardim Guanabara, encerrou as atividades e o imóvel passou a ser gerido por um novo grupo religioso, com alteração de fachada e nome.

Nas redes sociais, a federação publicou uma nota, manifestou profunda preocupação e prestou alguns esclarecimentos (leia a nota completa abaixo). ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp

De acordo com a investigação do Ministério Público de Goiás (MP-GO), ao menos cinco mulheres procuraram o órgão para formalizar denúncias, mas há a suspeita de que o número de vítimas seja ainda maior. A apuração conduzida pelos promotores abrange crimes contra a dignidade sexual, incluindo importunação sexual, violação sexual mediante fraude e divulgação de material íntimo sem consentimento, segundo apuração da TV.

‘Quero seu corpo’: ex-presidente de comunidade espírita suspeito de violência sexual enviava áudio a mulheres com teor sexual Reprodução/TV Anhanguera

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Como o suspeito agia Em relato exclusivo à TV Anhanguera, um integrante da comunidade detalhou como funcionava a abordagem do ex-presidente.

Segundo o relato, Moacir centralizava integralmente a entrega de cestas básicas da instituição e impedia que outras pessoas fizessem a distribuição. Para ter acesso aos alimentos, as frequentadoras eram obrigadas a falar diretamente com ele e anotar o seu número de telefone.

A partir desse contato, o investigado telefonava para as mulheres, inclusive no período da noite, para assediá-las e exigir fotos íntimas ou favores sexuais em troca da ajuda humanitária, tirando proveito da carência social das famílias. O Ministério Público orienta que outras mulheres que tenham sido vítimas do investigado entrem em contato com o órgão para formalizar a denúncia.

Nota A Federação Espírita do Estado de Goiás (FEEGO), diante das graves notícias recentemente veiculadas sobre denúncias de possível violência sexual atribuída ao ex-presidente da Comunidade Espírita Eurípedes Barsanulfo, do Jardim Guanabara, em Goiânia, vem a público manifestar sua profunda preocupação e prestar os seguintes esclarecimentos:

A FEEGO manifesta respeito e solidariedade às pessoas que possam ter sido atingidas pelos fatos relatados. Denúncias dessa natureza exigem sensibilidade, escuta respeitosa, acolhimento e rigorosa preservação da intimidade e da dignidade das pessoas envolvidas.

É fundamental que qualquer pessoa que relate ter sofrido violência encontre um ambiente seguro, livre de constrangimento, discriminação, exposição ou silenciamento. Desde que tomou conhecimento dos fatos noticiados, a FEEGO vem acompanhando a situação no âmbito de suas atribuições federativas.

Registra, ainda, que em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 5 de julho de 2026, os associados da Comunidade Espírita Eurípedes Barsanulfo deliberaram pela destituição de seu então presidente, que não exerce mais funções de direção na entidade, atualmente sob nova administração.

A FEEGO reconhece e respeita a atuação do Ministério Público do Estado de Goiás e das demais autoridades competentes, colocando-se à disposição para colaborar com os esclarecimentos necessários, nos limites de suas atribuições e da lei. Defende a apuração rigorosa dos fatos, com a proteção da intimidade e da dignidade das pessoas eventualmente atingidas e a observância do devido processo legal, da presunção de inocência, do contraditório e da ampla defesa.

Eventuais responsabilidades deverão ser apuradas e definidas pelas autoridades competentes, na forma da lei. A FEEGO orienta que qualquer pessoa que tenha sofrido ou presenciado situação de violência procure os órgãos competentes para registrar os fatos e buscar orientação, assistência e proteção.

Entre os canais disponíveis estão a Polícia Civil, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), o Ministério Público do Estado de Goiás, o Disque 100 (Direitos Humanos) e o Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em situação de emergência, deve-se acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.

A FEEGO repudia de forma firme e inequívoca qualquer tipo de violência sexual, abuso de confiança, constrangimento ou violação da dignidade humana. A Federação reafirma seu compromisso de orientar as instituições espíritas associadas na promoção de ambientes seguros, pautados pelo acolhimento, responsabilidade, transparência e respeito incondicional ao ser humano.

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Aline Goulart/g1 Goiás 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.

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