Queda da Bolsa e alta do dólar: quem vai quitar um imóvel deve se preocupar?

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Fonte da notícia: CBN CBN

No CBN Dinheiro, Marcelo d’Agosto responde a dúvida do Adolfo. Ele conta que precisa quitar a compra de um imóvel na próxima semana.

Por isso, pergunta se a queda dos ativos financeiros registrada na segunda-feira (26) exige algum tipo de preocupação. Confira resposta do especialista:

Não tem problema nenhum, desde que você tenha reservado os recursos para quitar a compra do seu imóvel em uma aplicação financeira atrelada ao CDI e com liquidez diária. Para dar um contexto: no Brasil, temos um juro de curto prazo muito alto.

A taxa Selic é de 13,75% ao ano, e a inflação é de 5%. É uma margem mais do que confortável para o investidor, só que insustentável para as contas públicas no longo prazo.

Hoje, o problema do Brasil é o ritmo de crescimento da dívida pública. A dívida agora aumenta principalmente por causa das despesas com juros, que o mercado financeiro já está dizendo que têm de subir ainda mais para controlar a inflação.

Mas, essa estratégia de elevar os juros indefinidamente não funciona mais, porque isso aumenta a dívida pública e alimenta a crise de confiança que estamos enfrentando, algo que já aconteceu neste ano com os títulos dos Estados Unidos e da França. Tem uma história parecida.

Então, o governo precisa, pelo menos, sinalizar que tem um plano para resolver o problema. Um ponto importante é que não se trata de uma solução tão difícil, porque é um problema nosso.

Nas crises anteriores, esses ajustes dependiam muito mais das contas externas, que não dependem da gente. Não conseguimos exportar mais simplesmente porque queremos; isso depende do mercado internacional.

Então, em resumo, essa crise está dando prejuízo para quem tem investimentos de longo prazo, como ações e títulos de renda fixa com vencimentos mais longos. Mas as aplicações atreladas ao CDI continuam seguras, com liquidez e boa rentabilidade.

Portanto, não há razão para se preocupar nem para mudar compromissos financeiros. Basta resgatar os recursos das aplicações atreladas ao CDI e, depois, se for o caso, fazer um rebalanceamento da carteira.

Publicação Original CBN cbn.globo.com
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