O que é o proeta? Trata-se daquele que tem expertise na prosa e na poesia. Na obra de Edival Lourenço, um poeta e prosador, percebe-se, de cara, poesia na prosa e prosa na poesia (claro, em cada caso, há a presença dominante de uma faceta).
As duas são narrativas… e poderosas. De alguma maneira, o bardo de Iporá — neste burgo reza a lenda que, quando nascem dez bebês, onze se tornam poetas ou prosadores (Edival Lourenço, Pio Vargas e Carlos Willian são da Atenas do Cerrado) — é um encantador de leitores ao proetar (verbo inédito e raramente conjugável).
Edival Lourenço: escritor brasileiro premiado com o Jabuti | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção O romance mais celebrado de Edival Lourenço é “Naqueles Morros Depois da Chuva”, de 2012, vencedor do Prêmio Jabuti.
Ganhou, com “A Centopeia de Neon”, de 1994, o Prêmio Nacional de Romance do Estado do Paraná. A pergunta a se fazer não é se o livro é bom, e sim outra: por que Cleber Mendonça e Walter Moreira Salles ainda não o adaptaram para o cinema? Trata-se um romance do balacobaco.
Daqueles que usam a literatura para iluminar a história e a história para iluminar a literatura. Nesta terça, 27, às 18h30, na Livraria Palavrear (Rua 232, nº 338, Setor Leste Universitário, em Goiânia) — 24 graus no início da manhã —, Edival Loureço vai lançar o romance “Um Palmo ou Dois Acima do Chão”.
Miguel Sanches Neto: escritor, crítico literário e professor universitário | Foto: Reprodução “Um Palmo ou Dois Acima do Chão” faturou o Prêmio Nacional Bariani Ortêncio de romance inédito, em 2025.
O prefácio do livro é, quem sabe, a melhor crítica literária jamais feita a um livro de Edival Lourenço. É de autoria de Miguel Sanches Neto, escritor, crítico literário e ex-reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa?
Recomendo vivamente a obra de Edival Lourenço. Porque ele é um dos maiores prosadores e poetas brasileiros.
Leia o prefácio de Miguel Sanches Neto [
Jornal Opção