Adotar uma alimentação saudável ajuda a prevenir a desnutrição em todas as suas formas, assim como diversos transtornos. No entanto, as mudanças na produção de alimentos e nos sistemas alimentares modificaram alguns hábitos, segundo especialistas como o nutricionista Ismael Galancho, especializado em esporte e saúde, em entrevista à NatGeo. Polilaminina: Laboratório Cristália inicia estudo clínico para testar tratamento contra lesão na medula OMS vê 'sinais promissores' no combate ao Ebola na RD Congo, mas destaca que epidemia pode durar meses O nutricionista tornou-se uma das vozes de referência quando o assunto é nutrição, tendo trabalhado ao lado de nomes do esporte como Lionel Messi e do famoso streamer espanhol Ibai Llanos, que ficou conhecido, entre outros motivos, por sua transformação física ao perder peso. Segundo Galancho, "a indústria alimentícia não está alheia às modas e quer se aproveitar delas". Ele afirma que as proteínas foram transformadas em um selo de venda e que as pessoas estão pagando por produtos enriquecidos com esse nutriente mesmo quando já consomem quantidades suficientes em sua alimentação diária. Ele ressalta que consumir mais proteína do que o necessário não faz sentido e que há um ponto em que esse excesso pode se tornar prejudicial, porque, ao ingerir proteína em excesso, as pessoas podem deixar de consumir outros alimentos que também são necessários para o bom funcionamento do organismo. E destacou que “comer proteína não se resume apenas a ovos, carne ou peixe”. O nutricionista também afirmou que carnes de aves, peixes brancos e azuis, laticínios fermentados e proteínas vegetais, assim como iogurtes naturais, são ricos em proteína, e acrescentou que, ao consumir alguns desses alimentos ao longo do dia, é muito provável que a pessoa alcance a ingestão necessária para absorver os nutrientes de que precisa. Autópsia de adolescente revela a chegada de uma droga mortal a São Francisco, nos EUA Por outro lado, ele esclareceu que, para quem pratica atividades físicas com frequência, aumentar a ingestão de proteínas pode ser necessário. No entanto, destaca que foi criada uma tendência que leva as pessoas em geral a acreditar que comer mais proteína é sempre melhor. Segundo ele, alguns estudos demonstram que 1,2 grama de proteína por quilo de peso corporal já é suficiente. Além disso, ele afirmou que pessoas que desejam perder peso devem continuar consumindo proteínas, e não eliminá-las da dieta, como se costuma acreditar. Isso porque, ao buscar emagrecer, "a pessoa deve criar um déficit calórico, que normalmente é obtido pela redução de carboidratos e gorduras, preservando a massa muscular". Segundo a OMS, atualmente são consumidos mais alimentos ultraprocessados ricos em gorduras não saudáveis, açúcares livres e sal. A organização também destaca que grande parte da população já não consome regularmente quantidades suficientes de frutas, verduras, fibras e proteínas que contribuam para a manutenção de uma saúde equilibrada. Para a OMS, o consumo de proteínas constitui a base de diversos componentes estruturais do organismo, como o tecido muscular, além de moléculas essenciais, como hormônios e enzimas. A organização também afirma que a ingestão de proteínas deve representar entre 10% e 15% do consumo calórico diário total necessário para atender às necessidades de um adulto. Isso corresponde a cerca de 50 a 75 gramas por dia para uma pessoa com peso corporal saudável. O que os movimentos do corpo podem revelar sobre os níveis de ansiedade? A OMS destaca ainda que as proteínas podem vir tanto de fontes animais quanto vegetais. Sua digestibilidade e qualidade são fatores que devem ser considerados especialmente durante a infância e a adolescência. Em alguns contextos, priorizar fontes vegetais de proteína pode ser benéfico para reduzir riscos à saúde na população adulta. No entanto, a OMS enfatiza que a ingestão de proteínas provenientes de fontes animais continua sendo relevante para a adequada absorção de nutrientes pelo organismo, especialmente em crianças, gestantes e mulheres que estejam amamentando. Para a organização, é importante que as pessoas consultem seus médicos ou nutricionistas para obter uma orientação alimentar adequada e evitar desequilíbrios nutricionais.
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Quanta proteína você realmente precisa? Nutricionista explica o erro de considerar apenas carne, peixe e ovos
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O Globo
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