Qual é o câncer de Christa Pike, condenada à morte que sobreviveu a duas doses de injeção letal?

Qual é o câncer de Christa Pike, condenada à morte que sobreviveu a duas doses de injeção letal? - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

A americana Christa Pike, de 50 anos, tem uma neoplasia mieloproliferativa (NMP), doença rara que afeta a medula óssea e provoca a produção excessiva de células sanguíneas. A condição, identificada em documentos judiciais divulgados pela revista People, pode ter contribuído para complicações durante sua execução por injeção letal, da qual sobreviveu após receber doses de pentobarbital.

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Pike foi diagnosticada com trombocitose relacionada à NMP, caracterizada pela quantidade elevada de plaquetas no sangue. Segundo seus advogados, o quadro aumenta o risco de edema pulmonar, condição provocada pelo acúmulo de líquido nos pulmões.

A defesa também alertou que o procedimento poderia causar sofrimento físico agravado à condenada. O que é a doença mieloproliferativa?

As neoplasias mieloproliferativas são um grupo de doenças em que a medula óssea passa a produzir células sanguíneas em excesso, como glóbulos vermelhos, glóbulos brancos ou plaquetas. Dependendo do tipo, podem provocar fadiga, tontura, dores de cabeça, aumento do baço e maior risco de tromboses ou hemorragias.

Antes da execução, Pike havia solicitado que fosse submetida a um pelotão de fuzilamento formado exclusivamente por mulheres, alegando preocupações com sua condição clínica e com os riscos da aplicação intravenosa. O pedido foi negado pelas autoridades do Tennessee, onde esse método não é legalmente autorizado.

Após a tentativa malsucedida de execução, a condenada foi levada ao hospital, onde chegou a ser considerada com morte cerebral, mas voltou a falar e recebeu alta em 9 de outubro, quando retornou à prisão. Ela permaneceu dez dias internada e apresentou inchaço, queimaduras e bolhas nos dois braços.

Segundo os advogados, as lesões foram provocadas por falhas nos acessos intravenosos, que teriam permitido que o pentobarbital atingisse os tecidos dos braços, em vez de entrar diretamente na corrente sanguínea. O episódio levou o governador do Tennessee, Bill Lee, a suspender as execuções previstas no estado.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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