Pronunciamento do Lula acontece duas semanas após resultado do segundo turno Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.
O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fará um pronunciamento neste domingo (8), em cadeia nacional de rádio e televisão. A fala será a primeira manifestação formal do presidente após o resultado do segundo turno das eleições de 2025, onde Lula recebeu 51,79% dos votos e foi reeleito.
Um dos objetivos do pronunciamento é recuperar a confiança dos investidores. O pronunciamento do Lula deve acontecer neste domingo (8), sem horário definido ainda pelo Palácio do Planalto ou pela EBC (Empresa Brasil de Comunicação).
A fala será transmitida em todas as emissoras de TV aberta e rádio em cadeia nacional, além dos canais oficiais do governo e redes sociais de Lula. O presidente reeleito deve agradecer aos eleitores, recuperar a confiança dos investidores, reafirmar o compromisso com a responsabilidade fiscal e garantir que as propostas de campanha sejam cumpridas, como a PEC da Segurança Pública e a redução das dívidas de MEIs.
Lula também deve agradecer às mulheres, idosos e estudantes, parte do eleitorado que contribuiu para a virada histórica em cima de Flávio Bolsonaro (PL). Ele também deve reconhecer o cenário polarizado e pedir união da população.
O pronunciamento de Lula será duas semanas depois do resultado do segundo turno porque manteve-se recluso para recuperar a voz. Segundo e Estadão/Broadcast, Lula também deve falar que vai manter as metas fiscais, sem descumprir o que foi prometido na campanha.
Ele também deve anunciar medidas de ajustes que estão sendo discutidas com Dario Durigan (Fazenda) e Bruno Moretti (Planejamento). Na terça-feira, Lula se reuniu com os dois ministros no Palácio do Planalto durante horas.
Na sexta-feira anterior ao segundo turno, 23 de outubro, Durigan comentou que o presidente iria promover um ajuste das contas públicas sem promover um “cavalo de pau”. Ele também não explicou como iria implementar o reajuste, e chegou a afirmar que fazer superávit primário era “babaquice”, lançando mão de um pacote de medidas que supera R$ 400 bilhões.
Durante a campanha de reeleição, Lula propôs ideias que devem ser encaixadas nos próximos anos, como a criação do Pé-de-Meia para universitários, o Pé-de-Meia para todos os estudantes do ensino médio, o reajuste do salário mínimo e do Bolsa Família e a construção de mais de 100 presídios de segurança máxima.
Segundo o Estadão, as propostas vão exigir ajustes de ao menos R$ 39,8 bilhões no Orçamento de 2027. A reação inicial do mercado foi de forte turbulência após o resultado do segundo turno.
Na segunda-feira (26), primeiro pregão após a reeleição de Lula, o Ibovespa caiu 13,88%, fechando aos 176.608 pontos, e acionou o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações em momentos de queda acentuada. O dólar comercial subiu 8,21%, para R$ 5,403.
Foi a maior queda diária da Bolsa desde março de 2020. Na terça-feira (27), o mercado apresentou sinais de acomodação, mas a instabilidade continuou.
O dólar recuou 1,14%, para R$ 5,348, enquanto o Ibovespa encerrou o dia em baixa de 0,50%, aos 175.710 pontos. O movimento indica uma correção parcial após o choque inicial, mas ainda não permite concluir que a volatilidade terminou.
A reação foi influenciada pela mudança das expectativas dos investidores, parte dos quais havia apostado na vitória de Flávio Bolsonaro (PL) após o primeiro turno. Com a reeleição de Lula, houve uma reversão dessas posições e aumentaram as preocupações com a condução da política fiscal e o endividamento público.
O Copom (Comitê de Política Monetária) se reuniu na quarta-feira (4) para definir o patamar da taxa básica de juros da economia brasileira. Após o resultado das eleições, os economistas dos bancos estão divididos.
A maioria aponta para novo corte, para 13,50% ao ano, enquanto outra metade prevê manutenção da Selic no atual patamar. Camila Eloisa é jornalista em formação, integrante do Núcleo Nacional do ND Mais, e escreve sobre o que há de mais importante no Brasil e no mundo.
Produz matérias de utilidade para o cotidiano dos leitores, envolvendo serviços, prazos, economia, política e segurança, unindo últimas notícias e informações qualificadas. Estudante da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), trabalha na área desde 2021 e teve passagem por assessoria de comunicação e pela Rádio Udesc FM, onde foi locutora e repórter.
Já participou da cobertura das enchentes em Santa Catarina, em 2023, e do podcast "Além das quatro linhas", premiado na Expojor (Exposição de Pesquisa e Produção Experimental em Jornalismo), da UFSC. Também acumula experiência em produção executiva e montagem de documentários.
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