Projeto de semáforos com IA aumenta em 30% velocidade dos ônibus em BH

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Fonte da notícia: Metropoles Metropoles

Belo Horizonte – Os ônibus que passam pelas ruas Niquelina e Domingos Vieira, no bairro Santa Efigênia, na região Leste de Belo Horizonte, ganharam velocidade após a instalação de semáforos inteligentes. Segundo balanço apresentado pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) à Câmara Municipal na última quinta-feira (22/10), a velocidade dos coletivos aumentou 30% no trecho, e o tempo de percurso caiu cerca de três minutos no horário de pico da manhã.

O projeto-piloto começou em maio e utiliza câmeras e inteligência artificial para identificar a aproximação dos ônibus e ajustar automaticamente o tempo dos sinais. A tecnologia pode antecipar a abertura ou ampliar o período de luz verde para favorecer a passagem do transporte coletivo.

Ao todo, nove cruzamentos receberam os equipamentos: seis na Rua Niquelina e três na Rua Domingos Vieira. De acordo com os dados apresentados pela prefeitura, 8.874 passageiros são beneficiados diariamente pela prioridade semafórica.

O balanço municipal também aponta redução no congestionamento das duas vias. Na Rua Niquelina, a queda foi de 17% no pico da manhã.

Já na Rua Domingos Vieira, o congestionamento diminuiu 13,5% no pico da tarde. “Claro que esses resultados não serão os mesmos para toda a cidade.

Cada local vai ter uma solução própria, mas podemos falar que os ganhos são significativos”, afirmou Lucas Colen, da Subsecretaria Municipal de Gestão Administrativa, Tecnologia e Inovação da Mobilidade. Segundo a PBH, não foram identificados aumentos significativos no congestionamento das ruas que cruzam o corredor monitorado.

O subsecretário municipal de Gestão Administrativa, Tecnologia e Inovação da Mobilidade, Lucas Colen, ressaltou, porém, que os resultados podem variar de acordo com as características de cada região. A tecnologia funciona por meio de câmeras que identificam a aproximação dos coletivos.

Com essas informações, o sistema ajusta a programação dos semáforos, priorizando a passagem dos ônibus. A proposta é reduzir o tempo de viagem e melhorar a regularidade do transporte público.

Um post compartilhado por Prefeitura de Belo Horizonte (@prefeiturabh) Belo Horizonte tem mais de 1,1 mil cruzamentos com semáforos.

A próxima etapa do projeto prevê a implantação da tecnologia em 576 controladoras até dezembro, o equivalente a cerca de metade dos cruzamentos semaforizados da capital. A conclusão da expansão está prevista para 2027.

Conforme as informações apresentadas na Câmara, a primeira fase da modernização está orçada em R$ 10 milhões, enquanto a segunda etapa deve partir de R$ 35 milhões. A prefeitura também prevê integrar os equipamentos ao Centro Integrado de Operações de Belo Horizonte (COP-BH).

A medida deve facilitar o monitoramento dos semáforos e agilizar a resposta a problemas como equipamentos apagados, em modo intermitente ou sem comunicação. A expansão, no entanto, levanta questões sobre os critérios usados para escolher os próximos cruzamentos, o cronograma de implantação e a forma como os resultados serão medidos.

A avaliação desses indicadores será importante para verificar se os ganhos registrados no projeto-piloto poderão ser reproduzidos em outras regiões da cidade. O vereador Braulio Lara (Novo), presidente da Comissão de Mobilidade Urbana, Indústria, Comércio e Serviços, questionou se o sistema poderia, depois, ser atualizado para outras funções, como as do Muralha BH, programa de monitoramento voltado à segurança pública.

“É importante saber se não vamos, daqui a pouco tempo, empregar mais recursos para comprar um sistema mais completo”, falou. Representante da Prodabel, Thiago Souza Dutra salientou que o sistema pode ser atualizado para outras funções.

“Inclusive, iremos testar a tecnologia para instalar câmeras de monitoramento de pedestres, para eliminarmos os botões de acionamento por quem está aguardando na via”, disse. De acordo com a prefeitura, a integração de 100% dos semáforos ao COP-BH vai acelerar a resolução de problemas como equipamentos em flash, apagados ou com perda de comunicação.

A vereadora Marcela Trópia (Novo) ressaltou que apesar de o sistema em implantação ser direcionado, à princípio, ao transporte coletivo, ele beneficia também motoristas particulares, de aplicativo e quem faz entregas. “Eu cresci ouvindo minha mãe falar que odiava passar na Avenida Afonso Pena, porque era um ‘acelera e freia’ danado.

Depois que comecei a dirigir, tive a mesma percepção em inúmeros cruzamentos da cidade. Ficamos com a impressão de que a cidade tem um excesso de semáforos, mas muitas vezes é porque eles são desordenados”, contou Trópia, defensora do uso da tecnologia nos semáforos da cidade.

Marcela cita seis pontos positivos do uso dos semáforos inteligentes nos cruzamentos de BH:

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