Produtos de fumo, farmoquímicos e informática estão entre as principais influências para a queda da indústria

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Fonte da notícia: Valor Valor

A queda de 0,6% da indústria em agosto, ante julho, foi generalizada nas quatro categorias industriais e em 16 dos 25 ramos industriais, mas os segmentos de produtos de fumo, produtos farmoquímicos e farmacêuticos, equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos e extrativos foram os de maior influência nessa retração.

O perfil aparece nos resultados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O ramo de produtos de fumo exerceu o principal impacto, com queda de 23,4% em agosto, após alta de 18% em julho. Leia mais: Indústria tem perda acumulada de 3,1% em quatro meses encerrados em agosto, diz IBGE Juros, baixa confiança do empresariado e contexto internacional pesam sobre indústria, aponta IBGE Patamar de indústria de bens de consumo continua abaixo do pré-pandemia De acordo com o gerente da pesquisa, André Macedo, essa influência é explicada principalmente pela magnitude da queda, já que o peso desse segmento no cálculo da estrutura da indústria é inferior a 1%.

“Os produtos de fumo aparecem com impacto em função da intensidade da queda. [...] De fato tem uma queda importante, mas foi muito em função de uma base de comparação mais elevada.”

O ramo de produtos de fumo inclui tanto o fumo processado (a partir das folhas) quanto o cigarro. Segundo Macedo, questões climáticas também podem ajudar a explicar a queda de agosto.

A segunda maior influência na indústria brasileira de agosto veio de produtos farmoquímicos e farmacêuticos, com queda de 5,5%, após alta de 3% em julho, seguida por indústrias extrativas, que registraram recuo de 0,7% em agosto, mantendo a queda observada em julho (-1%).

Chris Ratcliffe/Bloomberg

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