O futebol e o agronegócio caminham lado a lado no Bryne, conhecido por ser o primeiro clube profissional de Erling Haaland, atacante do Manchester City e da seleção norueguesa. Desde que retornou à primeira divisão do Campeonato Norueguês, em 2025, a equipe promove ações para valorizar as raízes agrícolas e aproximar o ambiente rural do esporte.
A mais recente ocorreu na última quarta-feira (14/10), quando agricultores tiveram a entrada liberada no Estádio Bryne para acompanhar a partida contra o Raufoss, válida pela 26ª rodada da OBOS-ligaen, a segunda divisão nacional. Ao anunciar a iniciativa, o Bryne destacou que o convite era aberto a torcedores de cidades vizinhas e de diferentes áreas do agronegócio, como produção de hortaliças, pecuária de corte e leite, suinocultura e ovinocultura.
A equipe ainda propôs o uso de roupas de trabalho. “A agricultura é uma parte importante de Jæren e do ambiente que rodeia o clube.
Queremos que o estádio seja um ponto de encontro para as pessoas. Esta é uma excelente oportunidade para reunir os agricultores numa noite de jogo um pouco diferente”, disse Bjørn Hagerup Røken, diretor de marketing.
Mais ligação com o agro Na partida que terminou empatada por 1 a 1, o zagueiro Kristoffer Hey foi eleito o melhor em campo e recebeu um prêmio pouco convencional no futebol, mas comum para quem já conhece a história do Bryne: costela de cordeiro para preparar o pinnekjøtt, prato típico da culinária da Noruega.
Bryne foi o primeiro clube de Erling Haaland (e); zagueiro Kristoffer Hey (d) ganhou costela de cordeiro como prêmio Reprodução/@brynefotbal
A premiação aos atletas que se destacam nos jogos disputados em casa foi a primeira iniciativa do ex-clube de Erling Haaland para valorizar a tradição local e ganhou projeção internacional pela originalidade. O goleiro Jan de Boer estreou a ação em março de 2025: ele voltou para casa com quatro bandejas de ovos após defender um pênalti contra o Bodo/Glimt.
Desde então, os prêmios entregues incluíram caixas de morangos, cordeiro vivo, litros de leite, couve-flor, repolho, alho-poró, mel, maçãs, batatas e queijos. O rebaixamento à segunda divisão no fim da temporada passada não interrompeu a ideia, que foi mantida em 2026 e estendida também à equipe feminina.
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Globo Rural