Ivy Mena diz ter encontrado na lingerie uma forma de se comunicar com o marido sobre a disposição para momentos íntimos. Eleita pela Playboy como a criadora de conteúdo adulto mais bonita do mundo, ela conta que o casal usa cores diferentes como sinais para indicar o que deseja, em uma dinâmica que ajuda a separar o trabalho da vida a dois.
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Para Ivy, aparecer em cenas sensuais não significa estar sempre disposta a manter o mesmo clima fora das gravações. A rotina profissional e a intimidade do casamento, segundo ela, envolvem contextos diferentes, que não devem ser confundidos.
"Posso passar o dia produzindo conteúdo e, quando acabar, querer tomar banho e descansar. O que eu gravo faz parte do meu trabalho.
Com meu marido, é a nossa intimidade, e eu não quero sentir que preciso continuar uma performance dentro de casa", afirma. Foi nesse contexto que a lingerie passou a funcionar como um código entre os dois.
De acordo com a criadora, as cores ajudam a sinalizar se ela está disposta a prolongar a noite ou se prefere apenas trocar carinho. O recurso, no entanto, não substitui o diálogo nem dispensa a atenção ao que cada um sente.
"Ele já olha a cor para tentar descobrir como vai ser a noite. Temos os nossos sinais, mas ele também pergunta, se aproxima, percebe como eu estou.
A lingerie abre a conversa, não decide tudo sozinha", conta. 'A lingerie abre a conversa': criadora de conteúdo adulto revela código com marido
Divulgação | CO Assessoria Ivy também chama a atenção para a expectativa de que pessoas que trabalham com conteúdo adulto estejam sempre disponíveis para o sexo.
Para ela, a cobrança desconsidera fatores comuns a qualquer relacionamento, como cansaço, rotina e diferenças de desejo. "As pessoas acham que, pelo meu trabalho, eu tenho que querer sexo todos os dias.
Quem trabalha em outras profissões também chega em casa cansado, preocupado ou sem vontade. No casamento, a gente precisa dizer o que quer e ouvir o outro.
Eu não deixo de ter o meu tempo só porque trabalho com desejo", conclui.
O Globo