Presidente da Colômbia assina decreto que muda resposta do governo contra protestos na véspera de manifestações no país

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, assinou na noite desta terça-feira um decreto que modifica a resposta das autoridades às manifestações, na véspera de marchas convocadas pela oposição. Sindicatos, estudantes e indígenas se manifestarão nesta quarta-feira nas principais cidades contra as políticas econômicas, sociais e de ordem pública do novo governo, que promove medidas consideradas linha-dura.

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O novo decreto altera outra ordem executiva de 2021 que privilegiava o diálogo e a mediação antes da atuação das forças de segurança em casos de manifestações violentas. Naquele ano, a chamada "explosão social" gerou protestos violentos contra o governo do ex-presidente Iván Duque, estendendo-se por cerca de três meses com confrontos intensos entre manifestantes e as forças de segurança.

O decreto de De la Espriella estabelece também novas definições sobre atos violentos, agressões, retenção de pessoas ou ações como bloqueios em vias públicas. "Não se toleram a violência, o vandalismo nem os bloqueios que atropelam os direitos de milhões de cidadãos!", escreveu o mandatário no X.

A ordem executiva também busca estabelecer corredores e zonas seguras para o transporte, serviços essenciais, infraestrutura crítica e rodovias nacionais. "Não vou permitir que bloqueiem vias, que impeçam o livre trânsito dos cidadãos", acrescentou De la Espriella em um vídeo que acompanha sua mensagem no X.

"Não existe o direito de destruir, de bloquear, de atacar as forças de segurança, de agredir e, claro, não existe o direito de semear o caos", insistiu. A ex-senadora do partido de oposição Pacto Histórico, María José Pizarro, questionou a medida no X: "Cumpre o princípio da publicidade? A sociedade civil pôde apresentar observações?".

Durante a campanha, De la Espriella criticou a política de segurança e paz fracassada do governo de seu antecessor, Gustavo Petro. O ministro do Interior, Rodrigo Lara, disse a jornalistas, mais cedo, que o departamento de Cauca é uma zona de "atenção especial", tendo sido epicentro de graves distúrbios e bloqueios de vias.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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