Quem pega ônibus em Florianópolis poderia andar de graça aos sábados, domingos e feriados a um custo de R$ 52 milhões por ano para o governo federal. A estimativa é do prefeito Topázio Neto (Podemos) e leva em conta a proposta de emenda à Constituição (PEC) que o governo Lula mandou ao Congresso Nacional para bancar a tarifa zero nos fins de semana em todo o país.
A conta do prefeito foi publicada nesta sexta-feira (6) pelo colunista Anderson Silva, na NSC Total. A Capital já tem tarifa zero, mas só um dia por mês.
No último domingo de cada mês, o Domingo na Faixa, o passageiro embarca sem pagar e a prefeitura cobre a passagem. O transporte coletivo da cidade é operado pelo Consórcio Fênix.
A PEC 18/2026 chegou ao Congresso no fim de outubro. O texto garante ônibus de graça no transporte público urbano aos fins de semana e feriados em todas as cidades e reserva pelo menos 26,8% das emendas parlamentares obrigatórias para pagar a conta.
Com base no Orçamento previsto para 2027, isso daria entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões por ano. O destino das emendas é o centro da negociação.
Hoje são os deputados e senadores que escolhem para onde vai esse dinheiro, e a proposta do governo separa uma parte dele para os ônibus. No Senado, Paulo Paim (PT-RS) defendeu a PEC na quarta-feira (4).
“Ninguém pode ser contra um projeto como esse”, disse o senador. Ele citou um levantamento da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU): 171 cidades brasileiras têm algum tipo de gratuidade no transporte público, e 132 delas oferecem tarifa zero para todos, todos os dias.
Lula anunciou a proposta em 15 de outubro, a 10 dias do segundo turno, em vídeo nas redes sociais. Na época, o presidente disse que o dinheiro viria das emendas, mas não informou quanto a medida custaria nem quando passaria a valer.
Fonte: coluna de Anderson Silva, na NSC Total. © Jornal Razão.
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