Preços do petróleo caem diante de esperança de desescalada entre EUA e Irã

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Fonte da notícia: Folha de Pernambuco Folha de Pernambuco

Os preços do petróleo fecharam em queda nesta terça-feira (3), diante da expectativa dos mercados de uma solução diplomática entre Washington e Teerã, apesar de novos bombardeios americanos contra o Irã. O barril do Brent do Mar do Norte para entrega em janeiro recuou 1,12%, para US$ 103,60, após oscilar durante a sessão entre US$ 100,80 e US$ 107,24.

Seu equivalente americano, o barril do West Texas Intermediate (WTI), para entrega em dezembro, caiu 0,38%, para US$ 96,09. "Os preços do petróleo tiveram uma sessão muito volátil: após recuperar parte das perdas registradas na véspera durante as negociações noturnas, voltaram a cair claramente pela manhã", destacaram os analistas da Briefing.com.

O presidente americano, Donald Trump, escreveu em sua plataforma Truth Social: "Os preços do petróleo estão despencando (...) porque as pessoas sentem que não haverá guerra com o Irã. O Irã quer um acordo o mais rápido possível.

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Isso "provavelmente explica, em parte, a queda dos preços do petróleo", avalia Giovanni Staunovo, analista do UBS, em declarações à AFP. "Nas últimas duas ou três semanas, um prêmio de risco considerável impulsionou os preços (...) porque os operadores do mercado antecipavam novas interrupções nos fluxos que atravessam o Golfo", lembra Stephen Schork, analista do The Schork Group, em entrevista à AFP.

Antes da abertura dos mercados americanos, o petróleo começou a sessão em alta, após informações publicadas na segunda-feira pelo The Wall Street Journal (WSJ) sobre bombardeios americanos contra uma ilha no Estreito de Ormuz. "Eles construíram uma instalação antiaérea.

Levaram cerca de dois meses. Vimos enquanto a construíam.

Assim que ficou pronta, nós a atacamos com muita eficiência na noite passada", afirmou Trump em entrevista à Fox News. Esses bombardeios lembram que "provavelmente ainda é muito cedo para considerar que os riscos de escalada ficaram para trás", segundo os analistas do ING.

Publicação Original Folha de Pernambuco folhape.com.br
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