PL anunciará Marinho para o Senado e adia decisão sobre apoio a Hugo Motta ou candidatura própria à Câmara

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

O PL anunciará nesta quarta-feira, às 11h, a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado. A decisão foi confirmada após uma reunião de lideranças do partido com o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, nesta terça-feira.

Já na Câmara, a sigla ainda não chegou a um consenso sobre apoiar a recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) ou lançar uma candidatura própria. A definição foi adiada para a próxima quarta-feira, quando a bancada se reunirá novamente, desta vez com a participação dos novos deputados eleitos em outubro.

Após o encontro, o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), afirmou que a candidatura de Marinho terá apoio integral da bancada e que o partido pretende buscar alianças com outras legendas para enfrentar o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). — Foi uma conversa entre líderes para alinharmos o anúncio que será feito amanhã de lançamento e apoio total, irrestrito, todos irmanados com a candidatura de Rogério Marinho.

Vamos, inclusive, construir isso junto com outros partidos — afirmou Portinho. Portinho também fez críticas a Alcolumbre e acusou o presidente do Senado de sofrer pressões do Supremo Tribunal Federal (STF).

Para o parlamentar, a eleição deve servir para garantir maior independência do Legislativo em relação ao Judiciário. — A gente não pode mais ter na Casa um presidente que tem um rabo preso, porque isso atrapalha a independência e mexe com a harmonia, porque cria uma subserviência entre um poder e outro.

No caso eu me refiro ao poder judiciário, especialmente ao STF — declarou. Questionado sobre a possibilidade de integrantes do PL apoiarem Alcolumbre, Portinho afirmou não acreditar em dissidências, embora tenha reconhecido que o atual presidente mantém interlocução com parlamentares da oposição.

O senador também mencionou a participação de Tereza Cristina (PP-MS) nas articulações e afirmou que ela poderá integrar uma composição com Marinho. Segundo Portinho, a parlamentar tem participado das reuniões do grupo e poderá contribuir para a construção de uma candidatura conjunta.

Na Câmara, por outro lado, o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que ainda não é possível identificar uma posição majoritária da bancada. Segundo ele, a direção partidária decidiu aguardar uma reunião com todos os deputados, incluindo os novos parlamentares eleitos, antes de definir se apoiará Motta ou apresentará um nome próprio.

— Nós ainda faremos, na próxima semana, na quarta-feira, uma reunião com toda a bancada para ouvir o sentimento, inclusive dos novos eleitos, porque a gente não pode tomar uma decisão nessa legislatura que vai impactar no dia 1º de fevereiro — afirmou. Sóstenes disse que o partido não descarta ficar fora de uma composição para a Mesa Diretora caso considere que os termos negociados não atendem aos interesses da legenda.

Ele ressaltou que a preocupação principal é a resposta que o PL dará aos eleitores, e não necessariamente a ocupação de cargos na estrutura da Câmara. — Estar isolado em um primeiro momento não significa uma má estratégia.

Mas não estou decidindo, essa não é uma decisão pessoal da liderança, nem do PL e muito menos da oposição. Faltam 3 meses para essa eleição — declarou.

Segundo Sóstenes, a legenda também não discutiu quais cargos reivindicaria em uma eventual composição com Motta. O parlamentar afirmou que o PL calcula ter direito, pelo tamanho de sua bancada, à presidência de sete comissões permanentes, mas que a distribuição dependerá da formação dos blocos partidários.

O deputado acrescentou que Valdemar Costa Neto acompanhará as negociações e respeitará a posição construída pela bancada na reunião da próxima semana. — Nós vamos esperar essa reunião da quarta-feira que vem e teremos o sentimento.

Aí o presidente Valdemar vai poder abraçar o que a maioria da bancada, ou a totalidade, decidir — disse.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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