Pivetti vê permanência do Náutico na Série B como um "título" e relata impacto de salários atrasados

Pivetti vê permanência do Náutico na Série B como um "título" e relata impacto de salários atrasados - Foto
Fonte da notícia: Folha de Pernambuco Folha de Pernambuco

A vitória por 1 a 0 sobre o Avaí, que garantiu a permanência do Náutico na Série B do Campeonato Brasileiro, lavou a alma da torcida nos Aflitos. No entanto, o clima de alívio pelo dever cumprido em campo também deu espaço para um desabafo sobre os bastidores do clube.

@@NOTICIAS_RELACIONADAS@@ Em coletiva de imprensa após a partida, o técnico Bruno Pivetti abriu o jogo sobre as turbulências vividas no elenco, destacando a força vinda das arquibancadas e o impacto de uma rotina marcada por instabilidades.

"Eu acredito que o esforço dos jogadores dentro de campo, impulsionados pela torcida, fez com que a gente conquistasse o objetivo. É claro que pela grandeza do Náutico, um objetivo puro e simplesmente de permanência, às vezes pode parecer pouca coisa.

Mas para nós, que estávamos no dia a dia, que estamos cientes das adversidades, dos obstáculos, eu considero um título", analisou. Salários atrasados

Apesar do tom de superação pelo objetivo alcançado, a questão financeira voltou à tona. Em entrevista para o canal GE TV ao fim do confronto, o meia Jean Carlos destacou a resiliência do grupo, mas cobrou uma postura da diretoria com relação aos salários atrasados.

"Agora é descansar e esfriar um pouquinho a cabeça. Que a diretoria agora olhe um pouquinho para a gente e honre seus compromissos.

Pode ter certeza que na segunda a gente vai estar lá cobrando com respeito, sempre, mas vamos estar lá cobrando porque a gente fez a nossa parte", afirmou. Jean Carlos, meia do Náutico.

Foto: Rafael Vieira/CNC A cobrança do camisa 10 reflete um problema que o próprio comandante alvirrubro sentiu na pele durante a reta final.

Pivetti lembrou que a incerteza nos bastidores pesou em momentos cruciais na competição, como na goleada por 4 a 0 sofrida para o Juventude, quando boatos extracampo sobre pagamentos abalaram a concentração do grupo na véspera da partida. "Eu acredito que o jogo mais difícil foi o último contra o Juventude. Surgiu a questão que eu relatei na coletiva pré-jogo de uma possível data de pagamento, só que era uma informação não oficial.

Depois, para remobilizar o grupo, foi muito complicado e isso afetou o nosso jogo, principalmente o estado de concentração dos jogadores. A gente pensou numa semana um pouco mais tranquila, que pudesse sair algum pagamento, mas não aconteceu", explicou.

Náutico foi goleado por 4 a 0 pelo Juventude. Foto: Divulgação/CNC

Para o treinador, resolver as pendências é o único caminho para o Náutico virar a página e desenhar um planejamento financeiro sustentável. "Nós precisamos, o quanto antes, resolver esse problema [de salários atrasados] dos jogadores.

Eu acredito que temos profissionais de alto nível no nosso vestiário. Sei que eles vão encarar com a máxima seriedade os dois jogos finais, mas é claro que todos têm a expectativa de ter a vida financeira resolvida até o final do ano.

Então, nós vamos batalhar bastante, confiamos na nossa diretoria", concluiu. Garantido na Segundona, com 46 pontos, o próximo confronto do Timbu será contra o CRB, no sábado (7), às 21h30, nos Aflitos.

Publicação Original Folha de Pernambuco folhape.com.br
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