Neste sábado (31), o Cruzeiro conquistou a Libertadores feminina em uma final emocionante contra o Corinthians, alcançando um notável empate de 4×4 no tempo regulamentar e vencendo nos pênaltis por 5×4. A vitória rendeu ao time mineiro uma premiação de US$ 2 milhões, cerca de R$ 10,8 milhões na cotação atual.
Este título é especial, marcando a primeira vez que o Cruzeiro se sagra campeão da competição, um feito inédito e histórico. O Corinthians, que teve um desempenho sólido na temporada como hexacampeão da Libertadores, recebeu uma premiação de US$ 600 mil, aproximadamente R$ 3,2 milhões.
Este resultado chega em um momento delicado, refletindo uma crise financeira e institucional que afeta o clube paulista. Além das questões financeiras, as jogadoras do Corinthians enfrentaram diversos problemas, incluindo atrasos no pagamento de salários e direitos de imagem, o que culminou em cobranças diretas ao presidente Osmar Stábile.
O time alvinegro, que buscava seu sétimo título, já havia perdido outros campeonatos nesta temporada, como a Copa dos Campeões da FIFA para o Arsenal e a Supercopa Feminina para o Palmeiras. Agora, a última chance de conquistar um troféu em 2026 será no Campeonato Paulista, onde ainda compete.
Por outro lado, a vitória do Cruzeiro tem um significado especial, uma vez que enfrentou um rival que tradicionalmente possui vantagem nos confrontos diretos. Antes da final, Cruzeiro e Corinthians já haviam se enfrentado 18 vezes, com 12 vitórias para o Corinthians, 3 empates e apenas 3 triunfos do Cruzeiro.
As jogadoras cruzeirenses celebraram com alegria a conquista, que não só marca um feito esportivo, mas também dá um impulso financeiro significativo ao clube. Esse valor será crucial para o planejamento futuro da equipe, especialmente em tempos onde o futebol feminino começa a ganhar mais destaque no Brasil.
Ambas as equipes demonstraram garra e talento ao longo do torneio; no entanto, a tarde de sábado ficará marcada na história do Cruzeiro, que com muita luta e determinação, celebrou sua primeira Libertadores feminina.
Diário do Estado GO