PF liga alerta após viagem de Willer Tomaz ao exterior em meio à investigações

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – Uma viagem internacional do advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL), despertou a atenção da Polícia Federal (PF) em meio ao avanço das investigações sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e irregularidades relacionadas a descontos ilegais em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os investigadores consideram a possibilidade de que a saída do país tenha ocorrido para evitar eventuais medidas cautelares. As informações são da coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles.

O deslocamento do advogado ocorreu poucos dias depois de um novo inquérito envolvendo Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF), em 8 de outubro. A proximidade entre os dois acontecimentos levantou suspeitas entre integrantes da PF sobre as circunstâncias da viagem.

Willer confirmou ao jornalista que deixou o Brasil na semana passada. De acordo com seu relato, a viagem foi realizada na companhia da esposa e dos dois filhos. O advogado também enfatizou que não existe qualquer determinação judicial que o impeça de sair do território nacional.

Apesar da preocupação manifestada pelos investigadores, não há, nas informações divulgadas, confirmação de que a viagem tenha sido motivada pela intenção de escapar de medidas judiciais. A hipótese é considerada pela Polícia Federal diante do andamento das apurações.

Novo inquérito envolve Flávio Bolsonaro e suspeitas de lavagem de dinheiro

O episódio ocorre em um momento de ampliação das investigações sobre a relação entre o senador e o advogado. Nas últimas semanas, a Polícia Federal encaminhou ao STF um novo inquérito destinado a apurar suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas aos vínculos entre Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz.

O procedimento chegou ao Supremo em 8 de outubro e foi distribuído por sorteio ao ministro Alexandre de Moraes, responsável pela relatoria de diferentes investigações envolvendo integrantes e aliados do bolsonarismo.

A escolha de Moraes ocorreu pelo sistema de distribuição da Corte, sem indicação de direcionamento da relatoria. O magistrado tem um histórico de confrontos com o campo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente em razão de sua atuação em processos e investigações envolvendo aliados do ex-mandatário.

A abertura do novo inquérito acrescentou uma frente de investigação sobre a relação entre Flávio e Willer. O conteúdo detalhado das suspeitas de lavagem de dinheiro, entretanto, não foi apresentado nas informações divulgadas pela coluna.

Advogado também é investigado por descontos ilegais em aposentadorias

Willer Tomaz figura entre os investigados da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal para apurar um esquema de descontos indevidos em benefícios pagos a aposentados e pensionistas do INSS.

O caso ganhou repercussão nacional após o Metrópoles revelar, em 2025, irregularidades relacionadas a cobranças realizadas sobre benefícios previdenciários. As investigações passaram a examinar a atuação de pessoas e entidades suspeitas de participação no esquema.

A apuração envolvendo Willer se insere nesse contexto, embora as informações divulgadas não detalhem quais condutas específicas são atribuídas ao advogado na Operação Sem Desconto.

A existência de uma investigação não representa comprovação de responsabilidade criminal. Da mesma forma, o novo inquérito encaminhado ao STF busca esclarecer suspeitas envolvendo Flávio Bolsonaro e sua relação com o advogado, sem que as informações disponíveis permitam concluir pela ocorrência dos crimes investigados.

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