Greve de funcionários da antiga Transwolff paralisa linhas de ônibus na Zona Sul de SP

Greve de funcionários da antiga Transwolff paralisa linhas de ônibus na Zona Sul de SP - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

Motoristas e cobradores que trabalhavam na Transwolff, empresa cujo contrato com a Prefeitura de São Paulo foi rompido em meio a suspeitas de ligação com o PCC, entraram em greve na manhã desta segunda-feira. A paralisação afeta 34 linhas de ônibus na Zona Sul da capital e prejudica 267 mil passageiros. Os trabalhadores cobram da Prefeitura e da SPTrans documentos que comprovem a regularidade dos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), das contribuições ao INSS e de outros direitos trabalhistas após o encerramento do contrato com a antiga concessionária. Desde dezembro de 2025, após a decretação da caducidade do contrato com a Transwolff, a SPTrans assumiu a administração e a operação das linhas. Para reduzir os impactos da paralisação, a Prefeitura acionou o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) e solicitou reforço policial para as duas garagens afetadas. Em nota, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte e a SPTrans repudiaram o movimento e afirmaram que a greve ocorreu sem o aviso prévio de 72 horas previsto na legislação para serviços essenciais. A empresa municipal declarou que os salários e benefícios dos funcionários estão em dia e que os direitos trabalhistas são cumpridos. Sobre o plano de saúde, informou que está em andamento uma licitação para contratar uma prestadora do serviço. Enquanto o processo não é concluído, os funcionários recebem a compensação financeira prevista em acordo coletivo, pagamento que, segundo a SPTrans, não era feito pela gestão da Transwolff. Em relação ao FGTS e ao INSS, a SPTrans afirmou que os depósitos são realizados integralmente em juízo, enquanto a Justiça não delibera sobre a situação. A empresa municipal também informou que começará nos próximos dias a alterar a identidade visual dos ônibus. A licitação para contratar os serviços de funilaria, que incluem a retirada dos adesivos da Transwolff, foi concluída na quinta-feira (15). Segundo a SPTrans, a mudança já estava prevista e não interfere nos pagamentos nem na relação trabalhista com os funcionários.

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